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Marrocos não é mais a zebra e está pronto para enfrentar as principais seleções, diz técnico

O técnico Mohamed Ouahbi afirmou que Marrocos não é mais considerado zebra e está preparado para enfrentar o Brasil na Copa do Mundo.

Marrocos, que alcançou as semifinais em 2022, busca um desempenho ainda melhor e sonha em ser sede do torneio em 2030.

Apesar das lesões de Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli, o restante do elenco está disponível, com destaque para Achraf Hakimi, recuperado de uma lesão.

EAST RUTHERFORD, NOVA JERSEY, 12 Jun (Reuters) – Marrocos quer deixar para trás os dias em que era a zebra, afirmou o técnico Mohamed Ouahbi nesta sexta-feira, véspera de um confronto de pesos pesados contra o Brasil na primeira rodada na Copa do Mundo, em Nova Jersey.

Marrocos brilhou no Catar quatro anos atrás ao se tornar a primeira seleção africana a chegar às semifinais após eliminar Espanha e Portugal.

No entanto, desta vez, Ouahbi insiste que Marrocos não é mais um azarão e está sob pressão para ter um desempenho ainda melhor, com a perspectiva de ser uma das sedes do torneio em 2030.

“(O Brasil) não tem medo – nós também não temos”, disse a repórteres, por meio de um intérprete. “Entramos em uma nova dimensão, somos muito mais respeitados agora… precisamos assumir essa responsabilidade e estar presentes durante todo o torneio."

"Por enquanto, quando Marrocos entra em uma competição, precisa ir atrás do (troféu).”

Ouahbi, que assumiu o comando da seleção há apenas três meses, teve que enfrentar algumas dificuldades antes do torneio. Marrocos perdeu os titulares Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli por lesão. Ele disse que o restante do elenco está disponível para o confronto pelo Grupo C, que abrirá as disputas em Nova York/Nova Jersey.

"Não vamos mudar muito nossos princípios", disse Ouahbi, que treinou as seleções sub-20 e sub-23 de Marrocos e contou aos repórteres que leu todos os livros do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, para entender a mentalidade do treinador.

“Não precisamos temer o Brasil agora. Temos nossos princípios, nossos valores, sabemos por quem estamos jogando.”

O confronto foi destacado pelos fãs de futebol como um dos mais interessantes da fase de grupos do torneio ampliado para 48 seleções, apesar de o Brasil ter tido um ciclo turbulento até a Copa do Mundo.

“Algumas pessoas dizem que não é mais o Brasil de antes”, disse Ouahbi. “É uma partida de prestígio — é uma honra começar nossa jornada com este jogo.”

A equipe é liderada pela estrela do Paris Saint-Germain Achraf Hakimi, que se recuperou de uma lesão na coxa sofrida em abril. Marrocos mostrou que sabe decifrar o código dos pentacampeões mundiais com uma vitória impressionante no último jogo entre as seleções, em um amistoso de 2023.

“Sabemos da qualidade de ambas as equipes. É um jogo muito equilibrado”, disse. “Não há time favorito.”

(Reportagem de Amy Tennery em Nova York, com contribuição de Fernando Kallas)


Fonte: Portal do Holanda

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