Estiagem mantém Rio Negro em nível baixo e deixa 46 municípios do Amazonas em emergência
A estiagem continua preocupando no Amazonas, mesmo com a desaceleração da vazante dos rios. Em Manaus, o nível do Rio Negro permanece baixo e expõe extensas faixas de areia nas proximidades do Porto da Balsa, no bairro São Raimundo, zona oeste da capital.
De acordo com a medição do Porto de Manaus citada na reportagem, o rio atingiu a marca de 16,59 metros. Ao longo do mês, o nível apresentou uma redução de aproximadamente dois metros, mantendo o cenário de atenção para comunidades que dependem dos rios.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o Rio Negro registrava 19,33 metros, a cota atual está 2,74 metros abaixo da marca registrada no ano passado.
Segundo informações da Defesa Civil mencionadas na reportagem, 46 municípios amazonenses estão em situação de emergência em razão da estiagem. O fenômeno afeta aproximadamente 113 mil famílias em todo o estado.
Outras 12 cidades, incluindo Manaus, permanecem em estado de alerta, diante dos impactos provocados pela redução do nível dos rios.
A vazante é um fenômeno natural da região amazônica e costuma ocorrer entre agosto e o fim de novembro. No entanto, a intensidade da seca exige atenção, principalmente nas localidades que dependem do transporte fluvial para o deslocamento de moradores e o abastecimento de produtos.
No Porto da Balsa, no bairro São Raimundo, a faixa de terra exposta evidencia o recuo das águas. Outras áreas da capital também apresentam mudanças na paisagem, como a praia da Ponta Branca, no bairro Educandos, onde a formação de uma extensa faixa de areia permitiu que moradores utilizassem o espaço para atividades de lazer.
Além da estiagem, a fumaça continua sendo motivo de preocupação na capital amazonense. Imagens registradas na região mostram a visibilidade prejudicada em pontos próximos ao Rio Negro, incluindo a área da ponte que liga Manaus a Iranduba.
Moradores de bairros como São Raimundo, Compensa, Glória, Puraquequara e Colônia Antônio Aleixo estão entre os que relatam a presença de fumaça e odor intenso, especialmente durante a madrugada.
A situação reacende o alerta sobre os efeitos das queimadas e da poluição atmosférica na saúde da população. A qualidade do ar pode variar entre diferentes regiões da cidade e ao longo do dia, por isso é importante acompanhar as medições atualizadas dos órgãos e sistemas de monitoramento.
Mesmo com a desaceleração da vazante, o cenário exige atenção tanto pelos impactos da seca sobre as comunidades amazonenses quanto pela persistência da fumaça em Manaus.
Fonte: Amazonas — Imediato

