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BMW se prepara para negociações com funcionários após alerta sobre lucros

A BMW se prepara para negociações com representantes dos trabalhadores após um alerta de lucros e medidas de eficiência anunciadas.

Este é o terceiro alerta de lucros da BMW em três anos, impactado pela fraqueza do mercado chinês e pressões de custo da guerra no Irã.

A montadora prevê uma redução de até 5% em sua força de trabalho global até 2026, o que pode resultar na perda de até 7.

BERLIM, 19 Jun (Reuters) – A BMW e representantes dos trabalhadores estão se preparando para negociações depois que a montadora alemã de carros de luxo divulgou um alerta de lucros nesta semana e afirmou que aceleraria as medidas de eficiência, informou nesta sexta-feira um porta-voz do conselho geral de trabalhadores da empresa.

Este foi o terceiro alerta sobre lucros da BMW em três anos, atribuído, pelo menos em parte, à fraqueza do mercado chinês, que é o maior mercado automotivo do mundo. A empresa também apontou as pressões de custo decorrentes da guerra no Irã.

Analistas afirmaram, após uma teleconferência com a diretoria da BMW para explicar as perspectivas mais sombrias, que a empresa poderia cortar empregos na Europa e acelerar os esforços para localizar a produção na América do Norte e na China.

“Estamos inicialmente trabalhando em soluções viáveis, por meio do diálogo e com senso de responsabilidade para com nossos funcionários”, disse o porta-voz do conselho de trabalhadores em resposta por email à Reuters, sem fornecer mais detalhes.

Ao contrário da alemã Volkswagen e da Mercedes-Benz, a BMW ainda não anunciou programas abrangentes de demissões em massa, embora seu quadro total de funcionários tenha diminuído ligeiramente em 2025, uma tendência que deve continuar neste ano.

As ações da BMW despencaram para o menor nível em quase seis anos após o anúncio, no qual o novo presidente-executivo, Milan Nedeljkovic, prometeu intensificar os cortes estruturais de custos, sinalizando um efeito pontual como resultado disso no segundo semestre de 2026.

Atualmente, a empresa prevê uma redução de até 5% em sua força de trabalho global até o final de 2026. Com pouco menos de 155.000 funcionários, isso significaria a perda de até 7.700 empregos.

Um porta-voz da empresa afirmou que essas reduções continuariam a ocorrer por meio de rotatividade natural, e não por meio de demissões em massa.

(Reportagem de Rachel More)


Fonte: Portal do Holanda

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