Vice-presidente dos EUA espera que texto de acordo para pôr fim à guerra no Irã seja divulgado nesta semana
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, anunciou que o texto do acordo para encerrar a guerra no Irã deve ser divulgado ainda esta semana.
Vance afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto sem cobrança de pedágio a longo prazo, dependendo de negociações técnicas.
O acordo-quadro representa um avanço significativo na resolução do conflito, que já causou milhares de mortes e impactou os mercados de energia.
WASHINGTON, 15 Jun (Reuters) – O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou na segunda-feira que espera que o texto de um acordo para pôr fim à guerra no Irã e reabrir o Estreito de Ormuz seja divulgado nesta semana, uma vez que as negociações sobre os detalhes do acordo devem continuar.
Em entrevista à CNBC, Vance também disse que os Estados Unidos esperam que a via navegável, de vital importância econômica, seja aberta sem cobrança de pedágio a longo prazo.
“Nossa expectativa é que o estreito seja aberto sem cobrança de pedágio a longo prazo”, declarou ele.
“Esse é o tipo de coisa que vamos definir nessas negociações técnicas. Você sabe que há muitos detalhes muito importantes a serem resolvidos, e que, de fato, vamos nos sentar à mesa para discutir juntos e traçar um caminho a seguir.”
EUA e Irã afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim à guerra e reabrir o estreito, notícia que trouxe alívio aos mercados, embora o pacto possa depender do fim das hostilidades no Líbano e adie as negociações sobre o programa nuclear de Teerã.
Embora ainda seja um acordo-quadro, o acordo marcou o maior avanço na resolução do conflito que matou milhares de pessoas e abalou os mercados de energia desde que começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro.
Vance disse que o ministro das Relações Exteriores do Irã e o presidente da Câmara dos Deputados representarão o Irã na assinatura na Suíça na sexta-feira e que muitos detalhes do acordo ainda precisam ser acertados. Ele não revelou quem representaria os EUA na assinatura.
(Reportagem de Susan Heavey e Katharine Jackson)
Fonte: Portal do Holanda

