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Trump reforça que Estreito de Ormuz segue aberto, apesar de negativa do Irã

Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto ao tráfego comercial, desafiando as declarações do Irã sobre seu controle na região.

O Comando Central dos Estados Unidos reiterou que o Irã não controla a hidrovia e que as forças americanas estão preparadas para garantir sua acessibilidade.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte de líderes iranianos, enquanto o Iêmen manifestou apoio contínuo a Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou neste domingo que o Estreito de Ormuz permanece aberto ao tráfego comercial, enquanto autoridades americanas intensificaram a contestação às declarações do Irã de que a hidrovia está sob seu controle.

Em entrevista por telefone à NBC News, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz continua "acessível" para embarcações comerciais.

Na mesma linha, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) voltou a rebater uma declaração do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), segundo a qual embarcações estrangeiras só poderiam atravessar o estreito após serem identificadas e monitoradas por forças iranianas.

"O Irã não controla o Estreito de Ormuz. Ele continua sendo uma hidrovia internacional. As forças dos Estados Unidos estão posicionadas e preparadas para mantê-lo assim", afirmou o Centcom em nova publicação no X.

O embaixador dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Matthew Whitaker, também reiterou a posição de Washington. Em entrevista à CNN, ele afirmou que "a posição dos Estados Unidos é que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto" e acrescentou que Trump "está respondendo a esses ataques", em referência às ações recentes atribuídas ao Irã contra a navegação comercial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã havia concordado, no sábado, com "um acordo perfeito para nós", mas voltou a acusar Teerã de romper o entendimento ao atacar uma embarcação no Estreito de Ormuz poucas horas depois.

Em entrevista à CNN, Trump disse que os iranianos "cederam em tudo", mas acrescentou que, "em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio". O presidente classificou a liderança iraniana como "doente" e voltou a justificar a resposta militar americana.

Enquanto isso, no X, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, voltou a prometer vingança pela morte de líderes iranianos, como seu pai, o ex-líder supremo aiatolá Ali Khamenei, e afirmou que a retaliação "não depende da minha presença nem da de outras autoridades". "Estejamos vivos ou não, isso será concretizado", escreveu. "Em breve, pessoas livres de diferentes partes do mundo cumprirão, cada uma à sua maneira, parte dessa missão divina de vingança."

Também neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores do Iêmen reiterou apoio ao Irã. Em comunicado, afirmou que mantém "coordenação contínua e permanente" com Teerã e declarou que a "agressão americano-sionista" contra a República Islâmica "não alcançará seus objetivos e será derrotada".

O governo do Paquistão, um dos mediadores do conflito, também manifestou preocupação com a escalada das tensões na região e reiterou apoio à soberania e à integridade territorial dos países envolvidos. Em comunicado, Islamabad pediu que todas as partes adotem medidas imediatas de desescalada e cumpram os compromissos previstos no Memorando de Entendimento de Islamabad, reafirmando seu compromisso com uma solução por meio do diálogo e da diplomacia.


Fonte: Portal do Holanda

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