Trump adverte sobre consequências econômicas para qualquer país que apoie o Irã
Donald Trump alertou que qualquer país que apoiar o Irã enfrentará "consequências econômicas tremendas", enquanto os EUA buscam resolver o conflito no Oriente Médio.
O Irã, sob sanções severas desde 1979, continua a enfrentar desafios econômicos, com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, criticando as políticas dos EUA.
Os Emirados Árabes Unidos suspenderam atividades comerciais com o Irã após a detecção de mísseis, enquanto a China pede uma solução diplomática para a crise.
Por Kanishka Singh e Jana Choukeir
WASHINGTON/DUBAI, 20 Ago (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu sobre consequências econômicas para qualquer país que ofereça “qualquer tipo de apoio ao Irã”, enquanto os Estados Unidos buscam resolver uma guerra que iniciaram ao lado de Israel há quase seis meses.
Milhares de pessoas perderam a vida nessa guerra, que rapidamente envolveu os países do Golfo e abalou os mercados globais, à medida que o Irã demonstra sua capacidade de restringir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz — por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente antes de fevereiro.
EUA e Irã anunciaram duas vezes acordos de cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restaurar o livre fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz como um passo para o fim do conflito, mas ambos os acordos ruíram rapidamente, mesmo com Israel tendo se retirado em grande parte dos combates.
IRÃ ENFRENTA ANOS DE SANÇÕES
Em uma mensagem nas redes sociais na quarta-feira, Trump prometeu “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes”, embora os detalhes tenham sido escassos.
O Irã vem suportando sanções econômicas severas e contínuas há quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.
“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio vital ao Irã enfrentará, por sua vez, CONSEQUÊNCIAS econômicas TREMENDAS”, escreveu Trump.
Fonte: Portal do Holanda

