Brasil

Título que investe em educação é um dos destaques no balanço do Tesouro Direto em agosto

Operações em títulos do Tesouro Direto totalizaram R$ 15 bilhões, o maior valor da série histórica. Entre os destaques, a modalidade Educa+, criada em 2023, que programa cobertura de gastos estudantis

No mês de agosto, os resgates e vencimentos foram de R$ 17,22 bilhões com destaque para os vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, de R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, de R$ 1,5 bilhão, resultando em emissão líquida negativa de – R$ 2,21 bilhões. Neste contexto, destacam-se as aplicações de até R$ 1 mil, que representaram 55,7% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação, por sua vez, foi de R$ 11.366,43.

Outro destaque, correndo por fora das modalidades mais tradicionais do Tesouro Direto, é o Educa +, título criado em agosto de 2023 para que estudantes ou pais apliquem dinheiro com a finalidade de resgatá-lo depois, para cobrir despesas com estudos. Entre os títulos indexados à inflação, o Educa+ ocupou o quatro lugar entre as opções disponíveis.

Segundo o Tesouro Direto, o título Educa + foi criado para ajudar a planejar e investir em educação e garante uma renda mensal para bancar o período de estudos, seja com faculdade, seja com especialização, curso técnico, intercâmbio ou outro tipo de custo semelhante. Com esse título, o investimento tem o propósito de garantir uma renda mensal destinada ao pagamento da universidade ou a outras metas educacionais.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível no link

O grupo de títulos mais demandado pelos investidores foi o de títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic e Tesouro Reserva), que somou R$ 7 bilhões e correspondeu a 46,9% das vendas. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+) totalizaram, em vendas, R$ 5,5 bilhões e corresponderam a 36,3% do total, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 2,5 bilhão em vendas, ou 16,7% do total.

Nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 3 bilhões (67,4%). Os títulos remunerados por índices de preços totalizaram R$ 1.006,4 milhões (22,9%), e os prefixados, R$ 423,6 milhões (9,7%).

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 45,2% do total. As aplicações em títulos com vencimento entre 5 e 10 anos representaram 43,2%, enquanto os títulos com vencimento acima de 10 anos corresponderam a 11,7% do total.

Em agosto de 2026, o estoque do Programa fechou em R$ 272 bilhões, uma redução de – 0,1% em relação ao mês anterior (R$ 272,3 bilhões) e um aumento de 43,0% sobre agosto de 2025 (R$ 190,2 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque, somando 128 bilhões, ou 47,1% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 37,1 bilhões, com 13,6% do total.

Quanto ao perfil de vencimento dos títulos em estoque, a parcela com vencimento em até 1 ano é de R$ 20,2 bilhões (7,4%) em fins de julho. A parcela do estoque vincendo de 1 a 5 anos é de R$ 131,4 bilhões (48,3%) e o montante acima de 5 anos soma R$ 120,5 bilhões (44,3%).

Base de Investidores

Em agosto de 2026, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no Programa, foi de 3.832.453 pessoas, um aumento de 23.962 investidores no mês. Em 12 meses, o aumento no número de investidores ativos foi de 21,7%. Já o número de investidores cadastrados no Programa aumentou em 315.217, atingindo a marca de 36.439.397 pessoas, crescimento de 9,6% em relação a agosto de 2025.


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

Leia a matéria original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *