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Técnicos estrangeiros desafiam a última fronteira da Copa do Mundo em futebol sem fronteiras

A Copa do Mundo deste ano vê a Inglaterra, sob o comando de Thomas Tuchel, e a Bélgica, com Rudi Garcia, desafiando a resistência histórica a treinadores estrangeiros.

Com 27 seleções utilizando técnicos de fora, a mudança reflete uma nova abordagem em busca de sucesso, apesar da crítica à contratação de estrangeiros.

O Brasil, que apostou em Carlo Ancelotti, busca estabilidade após anos sem chegar a uma final, enquanto a Bélgica avança confiante após vitória sobre os Estados Unidos.

ATLANTA, 8 Jul (Reuters) – Seleções nacionais há muito tempo resistem à contratação de treinadores estrangeiros, especialmente aquelas que encaram a Copa do Mundo como uma expressão da identidade nacional, mas com a Inglaterra de Thomas Tuchel e a Bélgica de Rudi Garcia chegando às quartas de final este ano, o antigo tabu está sendo posto à prova novamente.

No início do torneio, 27 países tinham treinadores estrangeiros no comando, contra nove há quatro anos, mas apenas o alemão Tuchel e o francês Garcia permanecem na disputa para se tornarem os primeiros treinadores estrangeiros a levantar o troféu.

A última vez que um estrangeiro levou uma seleção à final foi o austríaco Ernst Happel, cuja seleção holandesa perdeu para a Argentina em 1978, mas a Inglaterra pode finalmente ter encontrado a fórmula certa após experiências fracassadas com os técnicos estrangeiros Sven-Göran Eriksson e Fabio Capello.

Outros — principalmente o Brasil, com o italiano Carlo Ancelotti, que foi nomeado há apenas um ano para iniciar uma grande reformulação na seleção — ainda não conseguiram dar o mesmo salto.

Tuchel não foi contratado para fazer uma reformulação completa, mas sim para levar a Inglaterra um passo adiante, depois que Gareth Southgate levou a seleção a duas finais de Eurocopa e a uma semifinal de Copa do Mundo.

O alemão continua no caminho certo após superar a República Democrática do Congo e o México, garantindo um confronto nas quartas de final contra a Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas.

A seleção brasileira, recordista com cinco títulos mundiais, continua abaixo do esperado, já que não chega a uma final desde a conquista de 2002. E, embora a ousada aposta em um técnico estrangeiro não tenha trazido sucesso imediato, Ancelotti terá mais tempo.


Fonte: Portal do Holanda

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