Taxas de DIs voltam a ceder no Brasil em paralelo a recuo de rendimentos dos Treasuries
As taxas dos DIs no Brasil recuaram, com a taxa para janeiro de 2028 em 14,495%, queda de 7 pontos-base.
A ata do Copom indicou que a Selic, atualmente em 14,25% ao ano, não deve subir no curto prazo.
Os rendimentos dos Treasuries caíram para 4,444%, refletindo a busca por ativos de menor risco por investidores.
SÃO PAULO, 24 Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a ceder nesta quarta-feira, dando continuidade ao movimento da véspera, após divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, e refletindo o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries nesta manhã.
Às 9h49, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,495%, em baixa de 7 pontos-base ante o ajuste de 14,565% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,37%, com queda de 7 pontos-base ante o ajuste de 14,443%.
No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 5 pontos-base, a 4,444%.
Na terça-feira, as taxas futuras cederam após a ata do Copom indicar que a taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano, não subirá no curto prazo e que o BC buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028 — e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária.
Nesta manhã de quarta-feira os investidores dão continuidade à eliminação de prêmios na curva a termo, em especial nos contratos a partir de janeiro de 2028.
Esse movimento ocorre em paralelo à queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, onde investidores buscam pelo segundo dia ativos de menor risco, como o dólar e os títulos norte-americanos.
Fonte: Portal do Holanda
