Taxas de DIs reduzem perdas após dirigentes do BC negarem alongamento do horizonte da política monetária
As taxas dos DIs de curto prazo reduziram perdas após dirigentes do Banco Central negarem o alongamento da política monetária.
A taxa do DI para janeiro de 2028 caiu para 14,18%, enquanto a de janeiro de 2035 permaneceu estável em 14,21%.
O Banco Central projetou inflação em alta até 2026, com expectativa de crescimento do PIB elevado de 1,6% para 2,0% em 2026.
SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo reduziram as perdas no fim da manhã desta quinta-feira e as de longo prazo retornaram à estabilidade, após dirigentes do Banco Central negarem que o horizonte da política monetária esteja sendo alongado.
Às 12h58 a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,18%, em baixa de 14 pontos-base ante o ajuste de 14,32% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,21%, estável.
Até o início da coletiva de imprensa dos dirigentes do BC sobre o Relatório de Política Monetária, às 11h, as taxas vinham exibindo perdas firmes em toda a curva, após dados mostrarem o IPCA-15 desacelerando em junho, com a abertura dos números indicando melhora em diferentes métricas.
Na entrevista coletiva, o diretor Paulo Picchetti afirmou que o BC não está alongando o horizonte relevante para a política monetária e não tem a intenção de fazer isso. Segundo ele, a intenção da autarquia ao chamar atenção para o primeiro trimestre de 2028 nas comunicações recentes, se deu sob avaliação de que o choque de oferta gerado pela guerra no Oriente Médio e pelo fenômeno climático El Niño afeta a inflação no horizonte relevante, mas é completamente insensível ao que o BC faz na política monetária.
Picchetti pontuou que um choque de juros para conduzir a inflação à meta de 3% não "abriria o Estreito de Ormuz" nem mudaria o El Niño.
Ao mesmo tempo, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição não está dando sinalizações sobre o futuro dos juros, em função da incerteza, e salientou que não há nenhum tipo de mudança na política monetária.
"Estamos recolhendo dados nos próximos 40 dias para que o Copom possa tomar a decisão (sobre juros) à luz dos novos fatos", disse Galípolo.
Fonte: Portal do Holanda
