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Sistema de saúde da Venezuela está sobrecarregado após terremotos, afirma OMS

O sistema de saúde da Venezuela enfrenta colapso após terremotos, com mais de 1.700 mortos e 5.000 feridos, conforme a OMS.

Três centros de saúde estão gravemente danificados, enquanto outros seis operam parcialmente, aumentando a pressão sobre os serviços.

Profissionais de saúde especializados em atendimento materno estão desaparecidos, exacerbando a crise no atendimento obstétrico e elevando o risco de surtos de doenças.

GENEBRA, 30 Jun (Reuters) – O sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão, informou a Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira, com alguns hospitais danificados e outros com falta de pessoal após os dois terremotos mortais da semana passada.

Mais de 1.700 pessoas morreram e 5.000 ficaram feridas depois que centenas de prédios foram destruídos ou danificados pelos terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5.

Pelo menos três centros de saúde estão gravemente danificados e outros seis estão danificados ou funcionando apenas parcialmente, informou o porta-voz da OMS Christian Lindmeier em uma coletiva de imprensa em Genebra.

“Os demais permanecem operacionais (mas) sob pressão significativa”, disse ele, referindo-se a uma pesquisa realizada em 21 unidades de saúde.

“Conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados pela superlotação (e) por um crescente acúmulo de cirurgias pendentes”, acrescentou.

Vários profissionais de saúde especializados em atendimento materno em La Guaira continuam desaparecidos, disse ele, criando o que chamou de uma lacuna crítica no atendimento obstétrico.

Milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos também correm risco de surtos de doenças como febre amarela e dengue, especialmente devido à cobertura vacinal relativamente baixa, segundo ele.


Fonte: Portal do Holanda

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