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Setor de adubos do Brasil quer R$2 bi em subsídios para lidar com crise da guerra, diz executivo da Mosaic

A indústria de fertilizantes do Brasil solicita ao governo federal R$2 bilhões em subsídios para mitigar os impactos da guerra no Irã sobre os preços.

Eduardo Monteiro, da Mosaic, alerta que a falta de enxofre pode reduzir a produtividade agrícola, afetando a safra de soja e milho de 2026/27.

As importações de fertilizantes caíram 10% até julho e 50% em agosto, refletindo a menor demanda dos agricultores diante dos altos custos e restrições de crédito.

SÃO PAULO, 25 Ago (Reuters) – A indústria de fertilizantes do Brasil está em negociações com o governo federal para que seja implantado um programa de subvenção de R$2 bilhões, por três meses, para que o setor possa fornecer adubos a preços satisfatórios a agricultores, evitando desdobramentos mais danosos ao setor e à economia, disse um executivo da Mosaic à Reuters.

Em momento em que o mundo lida com cotações mais altas dos insumos por conta da guerra no Irã, o programa seria fundamental para ajudar agricultores brasileiros a manter as produtividades, afirmou Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic no Brasil e Paraguai, empresa líder no setor brasileiro de fertilizantes.

O foco do programa de subsídios levado a autoridades do governo federal seria o enxofre, cujos fluxos de comercialização estão afetados, uma vez que 60% da produção mundial dessa matéria-prima derivada do petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, onde o transporte sofre interrupções devido à guerra.

"Estamos pleiteando junto ao governo uma espécie de subvenção, da mesma forma que o setor de petróleo foi contemplado", disse Monteiro, citando subsídios bilionários ao diesel e gasolina pelo governo brasileiro.

O Brasil, uma potência agrícola, é um dos maiores consumidores globais de fertilizantes, mas importa o equivalente a cerca de 90% de seu consumo de adubos.

A própria Mosaic anunciou em julho medidas temporárias de redução de produção e hibernação de suas unidades de produção de fertilizantes fosfatados no Brasil, em resposta às restrições à oferta de enxofre, matéria-prima dessas fábricas.

O executivo disse ainda, por ocasião de um congresso do setor em São Paulo, que o mercado nacional total de fertilizantes deverá cair este ano, segundo estimativas de especialistas no setor, de um recorde de cerca de 49 milhões de toneladas em 2025, para uma faixa de 42 milhões a 45 milhões.


Fonte: Portal do Holanda

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