Cidades

Sem passe livre, aluno pode ter que pagar passagem de ônibus em Manaus

Estudantes da rede estadual de Manaus podem ter que pagar a tarifa integral de ônibus na volta às aulas nesta terça-feira (3 de novembro), depois do feriado de Finados, caso estejam sem créditos gratuitos e sem créditos de meia-passagem disponíveis para o embarque.

O Sinetram anunciou a suspensão temporária do fornecimento de novas passagens do Passe Livre Estudantil, em meio a uma disputa financeira com o Governo do Amazonas.

A interrupção não cancela as passagens gratuitas já carregadas nos cartões, segundo o sindicato. Quem tem saldo pode continuar utilizando o benefício até que os créditos acabem.

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A possibilidade de pagar o valor integral é uma consequência para quem embarcar sem conseguir utilizar gratuidade ou meia-passagem.

A suspensão anunciada não significa que todos os alunos da rede estadual perderam o direito ao desconto estudantil.

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Aviso no celular

Na noite de segunda-feira (2), usuários receberam uma notificação pelo aplicativo Cadê meu Ônibus, desenvolvido pelo Sinetram, informando a suspensão por supostas pendências de pagamento do governo estadual.

O envio foi noticiado pelo G1 Amazonas, em reportagem publicada às 20h44.

O aviso levou o impasse diretamente aos celulares das famílias na véspera da retomada das aulas.

Segundo o sindicato, há pagamentos pendentes desde 2025 e as concessionárias não conseguem continuar antecipando recursos para fornecer novos créditos.

Na versão fornecida à reportagem, o G1 informou que procurou o governo e a prefeitura sobre a notificação, mas não havia recebido resposta até aquela atualização.

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Confira o cartão

O Sinetram informa que permanece a possibilidade de comprar créditos de meia-passagem, a R$ 2,50 por viagem, no cartão PassaFácil Estudantil. Essa alternativa exige desembolso da família e disponibilidade dos créditos para uso.

Duas viagens de meia-passagem custam R$ 5 por aluno ao dia. Em uma simulação de 20 dias de aula, seriam R$ 100. O cálculo não corresponde à contagem oficial de dias letivos de novembro.

Antes de sair de casa, o estudante deve conferir o saldo. O Sinetram orienta que a consulta seja feita pelo app Cadê meu Ônibus, pelo site da entidade ou pelo atendimento virtual.

A página oficial também orienta quem não consegue inserir créditos após a aprovação do cadastro a procurar a central para validar o cartão para compra de passagens. A compra não deve ser confundida com a liberação da cota gratuita suspensa.

Governo contesta cobrança

O Governo do Amazonas afirma ter quitado os pagamentos do passe livre referentes a 2026, incluindo outubro, cujo repasse teria sido feito em 23 de outubro.

Sobre 2025, a Procuradoria-Geral do Estado contesta uma cobrança de aproximadamente R$ 250 milhões referente ao primeiro semestre, sob a alegação de falta de comprovação dos custos. Trata-se de valor em disputa, não de dívida reconhecida pelo estado.

O governo sustenta que a gestão do transporte coletivo cabe à Prefeitura de Manaus e acusa o Sinetram de tentar transferir custos ao estado.

As fontes consultadas não apresentam uma conciliação documental entre os valores pagos, as passagens fornecidas e o saldo cobrado.

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Audiência sem acordo

O impasse foi discutido em audiência de conciliação no TRT-11 em 26 de outubro, encerrada sem acordo.

Segundo o G1, que teve acesso à ata por meio da Rede Amazônica, o órgão municipal de trânsito afirmou que a prefeitura vem arcando com despesas atribuídas ao estado e alertou para a dificuldade de continuar suportando esses custos.

O Sinetram também contesta a posição que atribui ao governo na ação civil pública 0166280-09.2025.8.04.1000. Segundo a entidade, o estado sustentou, em manifestação de 22 de outubro, que eventual ressarcimento dependeria de decisão definitiva e estaria sujeito a precatórios.

O sindicato defende o pagamento pelas passagens sem aguardar o encerramento da disputa judicial.

A audiência, conduzida pela desembargadora Ruth Sampaio, também tratou de denúncias de atrasos salariais dos rodoviários. Sem composição, os autos retornaram ao gabinete do relator para prosseguimento.

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Origem do conflito

A divergência envolve o valor das passagens adquiridas pelo estado. Em notícia de 18 de junho de 2025, o TJ-AM informou que uma liminar determinou a venda direta por R$ 2,50, enquanto o instituto de trânsito da prefeitura exigia tarifa de remuneração de R$ 8,20.

Esses valores explicam a origem do conflito e não confirmam a tarifa técnica atualmente aplicável. O governo informou, em outubro de 2026, que a liminar foi revogada, mas que recorreu e que o mérito ainda dependia de sentença.

O TJ-AM também registrou que o convênio 001/2023–UGPE encerrou a vigência em 18 de maio de 2025.

Serviço ao estudante

Com créditos gratuitos: o saldo permanece utilizável, segundo o Sinetram.

Sem créditos gratuitos: verifique a possibilidade de comprar e utilizar meia-passagem no cartão estudantil.

Sem gratuidade ou meia-passagem disponível no embarque: pode ser necessário pagar a tarifa integral.

Saldo: consulte o aplicativo Cadê neu Ônibus ou o site do Sinetram.

Cadastro e recarga: WhatsApp (92) 99194-9292, em horário comercial, ou secretaria da escola. O atendimento não garante a liberação da cota suspensa.

O benefício em discussão atende alunos da rede estadual de ensino básico.

As cotas gratuitas são calculadas conforme os dias letivos e precisam ser solicitadas mensalmente, segundo o sindicato.

A UEE-AM cobrou a retomada dos créditos, conforme o Rios de Notícias. O total de atingidos exige confirmação: publicações citam cerca de 180 mil estudantes e outras, quase 198 mil.

Foto: Eduardo Cavalcante/Seduc


Fonte: Cidades — BNC Amazonas

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