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Seleção do Irã chega aos EUA para a estreia na Copa do Mundo, pouco antes de anúncio de acordo de paz

A seleção iraniana de futebol chegou aos Estados Unidos para a Copa do Mundo, aterrissando em Los Angeles antes do anúncio de um acordo de paz.

A partida contra a Nova Zelândia ocorrerá no Estádio de Los Angeles, em meio a tensões históricas entre os dois países.

Um protesto por democracia no Irã foi realizado nas proximidades do estádio, destacando a repressão ao povo iraniano e a situação política no país.

LOS ANGELES/TIJUANA, México, 14 de junho (Reuters) – A seleção iraniana de futebol chegou aos Estados Unidos pela primeira vez nesta Copa do Mundo neste domingo, aterrissando no Aeroporto Internacional de Los Angeles pouco antes do anúncio de um acordo de paz entre os dois países.

A equipe chegou após um voo curto de Tijuana, no México, de onde partiu da sua base de treinamento com uma animada despedida antes de sua partida de estreia contra a Nova Zelândia no Estádio de Los Angeles na segunda-feira.

A aeronave A320 pousou na pista 25L às 17h11 (horário de Brasília) em sua segunda tentativa de pouso sob um céu ensolarado no aeroporto, que fica a cerca de 15 minutos do estádio.

Esperava-se que a seleção seguisse para o hotel, onde já havia uma presença policial de segurança. As calçadas estavam sendo bloqueadas pela polícia, que estendia barreiras de segurança em forma de sanfona em trechos da parte da frente do hotel.

A partida do Grupo G contra a Nova Zelândia será disputada tendo como pano de fundo a guerra dos EUA com o Irã e o acordo de paz recém-anunciado, o que adiciona um clima tenso a um confronto entre duas nações que nunca se enfrentaram na Copa do Mundo.

O Irã transferiu sua base de treinamento para a Copa do Mundo de um complexo esportivo no Arizona para o México no final do mês passado, após EUA e Israel realizarem ataques conjuntos contra o Irã a partir do final de fevereiro.

O acordo entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra será assinado durante uma cerimônia oficial na sexta-feira na Suíça, disseram o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, nas redes sociais neste domingo.

Enquanto a equipe voava para Los Angeles, um grupo de manifestantes que clamava por democracia no Irã e denunciava seu governo se reuniu perto do Estádio de Los Angeles.

"Sem xá, sem mulás no Irã – Mudança de Regime pelos Iranianos", diziam os cartazes. Fotos e pôsteres de atletas que, segundo os manifestantes, teriam morrido após serem presos pelo governo iraniano, estavam espalhados por uma esquina movimentada em Inglewood.

A repressão de janeiro aos protestos no Irã, que segundo grupos de direitos humanos e ativistas matou milhares — e possivelmente dezenas de milhares —, foi motivo de indignação especial para Mojgan Ramezani, 56, uma iraniana-americana presente no protesto.

“Eles estão mantendo seu próprio povo como refém”, disse Ramezani.

Mais cedo, em Tijuana, torcedores alinhados em até cinco fileiras em uma calçada lotada no lado de fora do hotel do Irã gritavam “Team Melli” — que significa “seleção nacional” em persa — enquanto os jogadores iranianos saíam do hotel e caminhavam em direção ao ônibus que os aguardava.

Um torcedor segurava um cartaz amarelo com letras pretas que dizia: “Irã, vocês nunca caminharão sozinhos. O México está com vocês.”

A comunidade iraniana em Tijuana é minúscula — cerca de 20 pessoas — e muito menor que a de Los Angeles, que abriga a maior comunidade iraniana fora do Irã. Dezenas de milhares de iraniano-americanos vivem em Los Angeles, onde uma diáspora distinta, frequentemente chamada de “Tehrangeles”, se estabeleceu.

Esta é a primeira Copa do Mundo, desde sua criação em 1930, em que um país anfitrião recebe uma nação com a qual está em guerra.

(Reportagem de Herbert Villarraga em Tijuana e de Ed White e Rory Carroll em Los Angeles; )


Fonte: Portal do Holanda

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