Saiba quem é “Niño Guerrero”, líder do Tren de Aragua morto em ação entre EUA e Venezuela
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, foi morto em operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela no estado de Bolívar.
A ação, conduzida pelo Comando Sul dos EUA, foi rápida e letal, com apoio das autoridades venezuelanas.
Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua, acumulou passagens pela prisão e manteve influência sobre a facção, envolvida em crimes transnacionais.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como chefe da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, foi morto durante uma operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela. A ação foi confirmada por autoridades dos dois países nesta sexta-feira (12) e teria ocorrido no estado de Bolívar, no sudeste venezuelano.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, a operação foi conduzida pelo Comando Sul e teve caráter rápido e letal. O presidente Donald Trump afirmou que a ação foi coordenada com autoridades venezuelanas e divulgou um vídeo alegando mostrar o momento do ataque. Já a Venezuela informou que Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com grupos criminosos.
Operação conjunta entre EUA e Venezuela mata líder do Tren de Aragua
Nascido em 1983, em Maracay, no estado de Aragua, Guerrero iniciou sua trajetória no crime no início dos anos 2000, com pequenos delitos, e acabou se envolvendo em crimes mais graves, como homicídio e tráfico de drogas. Ao longo dos anos, acumulou passagens pela prisão e chegou a ser condenado em 2018 a 17 anos de detenção, embora não tenha cumprido integralmente a pena.
Mesmo preso em diferentes períodos, Niño Guerrero manteve influência sobre o Tren de Aragua, organização que se expandiu pela América Latina durante a crise migratória venezuelana. O grupo é acusado de envolvimento com tráfico de drogas, extorsão, homicídios e outros crimes transnacionais, tornando-se uma das maiores facções criminosas da região.
Durante seu período no comando do presídio de Tocorón, na Venezuela, o local passou a contar com estruturas de luxo, como piscina, boate, cassino, restaurantes, lojas e até zoológico. Em 2023, uma operação militar tentou retomar o controle da unidade, mas Guerrero conseguiu escapar e permaneceu foragido desde então.
Fonte: Portal do Holanda

