Revitalização do Monumento do Índio Urubui – Um Chamado à Valorização da Nossa História
O Monumento ao Indígena é um dos principais marcos simbólicos e culturais de Presidente Figueiredo. No entanto, sua condição atual levanta importantes reflexões sobre como tratamos nossa memória e os artistas que contribuem com a identidade visual da cidade.
Recentemente, realizamos uma enquete para ouvir a população sobre a proposta de revitalização da escultura. O resultado foi claro: 78% pessoas se manifestaram a favor da revitalização, enquanto 22% se posicionaram contra. Ou seja, a maioria da comunidade entende a importância de dar um novo fôlego à obra, sem apagar sua essência.
Além do estado físico da escultura, há uma crítica importante sobre o apagamento da autoria. O monumento não possui assinatura visível do artista, o que dificulta o reconhecimento de quem contribuiu para sua existência. Como podemos valorizar nossa cultura se nem sabemos quem são os criadores das obras que nos representam? Isso é apagar a própria história.
Outro ponto levantado é a forma como a imagem do indígena foi representada. Especialistas e membros da comunidade apontam que o indígena está retratado com o arco na mão errada — segurando com a direita — o que contraria tanto a tradição cultural quanto a prática histórica dos povos originários. Acredita-se que isso tenha sido uma decisão estética, pensada para agradar visualmente os turistas que chegam pela corredeira, mas que acaba desrespeitando a autenticidade cultural.
Proposta para a Revitalização: Política Cultural com Participação Popular
A ideia de revitalização não se resume a uma simples reforma, mas a um processo participativo e artístico que valorize tanto o povo quanto a arte. A proposta é:
- Realizar um novo plebiscito oficial: a população decide se deseja ou não um “upgrade” no monumento, mantendo suas características principais, mas corrigindo aspectos históricos e valorizando a estética original.
- Abrir um concurso para artistas da região: com critérios técnicos e históricos, dando oportunidade a artistas locais de propor versões atualizadas da escultura.
- Submeter as propostas à votação popular: a comunidade escolhe a versão que mais representa seus valores e identidade.
- Assinatura da obra pelo artista: como reconhecimento e valorização da autoria.
- Inauguração com celebração cultural: transformando o momento em uma verdadeira festa da cultura e do pertencimento.
Essa proposta não é sobre apagar o passado, mas sobre valorizar a história, corrigir falhas, e principalmente, construir política cultural com a participação do povo. Não é sobre “politicagem”, é sobre política pública, identidade, arte e memória.
Presidente Figueiredo não pode continuar ignorando sua própria história. Vamos juntos dar visibilidade ao que realmente importa.

