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Reino Unido, França e Canadá sancionam assentamentos israelenses na Cisjordânia em apoio à solução de dois Estados

O Reino Unido, França e Canadá impuseram sanções a produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia, visando apoiar a solução de dois Estados.

O ministro britânico Ed Miliband declarou que a ocupação na Cisjordânia é ilegal e que há limpeza étnica de palestinos na região.

Ministros israelenses criticaram as sanções, com Bezalel Smotrich pedindo a expulsão do embaixador britânico e Itamar Ben-Gvir solicitando o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental.

Por Sarah Young e Alexander Cornwell e Elizabeth Piper

LONDRES/TEL AVIV, 8 Set (Reuters) – O Reino Unido anunciou na terça-feira uma proibição comercial de produtos fabricados nos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, em coordenação com França e Canadá, nas mais recentes sanções dirigidas a Israel, que enfrenta um crescente isolamento diplomático.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, afirmou que o Reino Unido não poderia mais se limitar a simplesmente “denunciar” a injustiça e o sofrimento, mas disse à Câmara dos Comuns que o país agora precisava “agir” para se opor à expansão dos assentamentos.

“Hoje nos recusamos a ser meros espectadores do sofrimento crescente e da destruição da solução de dois Estados”, disse Miliband, referindo-se ao apoio de longa data do Reino Unido à ideia de dois Estados, à qual Israel se opõe.

Os EUA, por meio de seu embaixador em Israel, já criticaram as novas sanções do Reino Unido, enquanto dois ministros israelenses pediram que medidas sejam tomadas contra o Reino Unido.

Miliband, que assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores do Reino Unido em julho, também afirmou que a posição do país é de que a ocupação na Cisjordânia é ilegal e que Londres acredita que há limpeza étnica de palestinos em áreas da Cisjordânia.

O impacto sobre o comércio bilateral anual de 6 bilhões de libras (8,12 bilhões de dólares) provavelmente será mínimo, já que ainda não estão claros os detalhes de como o Reino Unido diferenciará entre mercadorias originárias dos assentamentos da Cisjordânia e produtos fabricados em Israel.

Dois ministros israelenses proeminentes reagiram com indignação à medida. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, pediu que o embaixador britânico em Tel Aviv fosse expulso, enquanto o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, solicitou ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que fechasse o consulado britânico em Jerusalém Oriental, que é credenciado junto à Autoridade Palestina na Cisjordânia.


Fonte: Portal do Holanda

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