Receita amplia operação de fronteira com foco no Norte
A Receita Federal deu início neste dia 3 de novembro à edição 2026 da operação Fronteira, considerada a maior mobilização de vigilância do órgão voltada para os limites terrestres, aéreos e marítimos do Brasil.
Até esta quarta-feira, os primeiros balanços milionários de apreensões de mercadorias irregulares e drogas, deflagrados nos primeiros dias de novembro, concentraram-se em estados do Nordeste e do Sudeste.
No entanto, a região Norte já desponta no radar estratégico das autoridades para as próximas fases da ofensiva de segurança.
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O estado do Tocantins, por exemplo, foi oficialmente integrado ao bloco de coordenação central da fiscalização, atuando em conjunto com Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal.
Essa mobilização nacional é desenhada para estrangular as rotas de financiamento de facções criminosas e proteger a economia regular do país.
Para a Amazônia, o avanço da fiscalização em portos, aeroportos e vias fluviais é vital, pois defende estruturas estratégicas como o polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) da concorrência predatória do contrabando.
Os auditores e agentes de segurança trabalham de forma integrada, trocando dados de inteligência com a PF, o Ibama, a Anac e a Anvisa para coibir não apenas o descaminho de eletrônicos, mas também crimes ambientais fronteiriços e o tráfico de entorpecentes.
Os números da operação em 2025
Para compreender o tamanho dessa força-tarefa, o balanço da edição de 2025 oferece a dimensão exata do volume de ilícitos que cruza o país.
No ano passado, a Receita Federal retirou de circulação cerca de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais.
Além do impacto econômico direto na repressão ao descaminho, o braço de segurança contabilizou a apreensão de 3,5 toneladas de drogas variadas, incluindo remessas expressivas de cocaína, crack e skunk.
O cerco logístico às quadrilhas também resultou em 18 prisões em flagrante e na retenção de 160 veículos, frequentemente utilizados como mulas mecânicas para o transporte de cargas pelas fronteiras.
Em um dos casos que mais chamou a atenção na edição anterior, as equipes localizaram um laboratório clandestino focado na produção de canetas emagrecedoras, evidenciando que a fiscalização vai muito além do simples confisco de cigarros e dispositivos.
Foto: Receita Federal/reprodução
Fonte: Cidades — BNC Amazonas

