Público do Cadastro Único respondeu por 87,2% do saldo de empregos formais no primeiro quadrimestre de 2026
Levantamento do MDS com dados do Caged mostra que população beneficiária do Bolsa Família ocupou 438,3 mil das 699,7 mil vagas líquidas geradas no país entre janeiro e abril
O mercado de trabalho formal brasileiro manteve a trajetória de crescimento no primeiro quadrimestre de 2026. De janeiro a abril, o país registrou saldo positivo de 699.762 empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Desse total, 610.466 vagas, equivalente a 87,2% do saldo nacional, foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único, principal instrumento de identificação das famílias em situação de vulnerabilidade social. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o saldo de empregos chegou a 438.327 postos, o que representa 62,6% do saldo total do país e 71,8% do saldo gerado dentro do público do Cadastro Único.
As informações são fruto do cruzamento de dados realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) com os números do Caged.
No período, foram 9.477.709 admissões e 8.777.947 desligamentos em todo o país. As pessoas inscritas no Cadastro Único representaram 36,5% das admissões e 32,4% dos desligamentos, uma diferença de 4,1 pontos percentuais que resultou no saldo de 610.466 vagas. O dado confirma que o público do Cadastro Único se fixa mais nas oportunidades de emprego do que o restante dos trabalhadores, contribuindo para a redução da rotatividade nas empresas.
Geração de empregos nos estados
São Paulo liderou a geração de postos de trabalho, com saldo de 202.374 empregos, seguido por Minas Gerais (78.640), Santa Catarina (63.006), Paraná (58.863), Rio Grande do Sul (45.461), Goiás (43.524) e Bahia (37.959). Juntos, os sete estados responderam por 75,7% do saldo de empregos do país no período.
A Região Sudeste concentrou a maior parcela de vagas geradas, com 331.442 postos, equivalente a 47,36% do total nacional. Já o Centro-Oeste foi a região com maior crescimento relativo de empregos, de 2,39%.
No recorte do Cadastro Único, São Paulo também liderou as admissões desse público, com 963.640 pessoas contratadas, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia. Juntos, os sete estados responderam por 69,51% das admissões do público do Cadastro Único no período.
Setores que mais empregaram
O setor de serviços liderou a geração de empregos no país, com saldo de 452,01 mil postos, seguido pela construção (143,55 mil) e pela indústria (124,08 mil). Entre o público do Cadastro Único, o setor de serviços também liderou, com 323,79 mil postos, seguido por indústria e comércio.Entre os beneficiários do Bolsa Família, o setor de serviços também concentrou o maior número de contratações, com saldo de 210,51 mil postos, mas seguido por comércio e indústria.
A faixa etária de 18 a 24 anos foi a que mais empregou entre as pessoas do Cadastro Único, com 272,8 mil postos, equivalente a 44,7% do saldo desse público. As mulheres responderam por 53,5% do saldo líquido de empregos entre o público do Cadastro Único, proporção superior à média nacional, de 52,5%.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal

