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Produtor de “Fallout” elogia incentivos fiscais que atraíram a série para Hollywood

Jonathan Nolan, produtor de “Fallout”, elogiou os incentivos fiscais da Califórnia, que atraíram a série para o estado com US$ 25 milhões em descontos fiscais.

A produção da terceira temporada de “Fallout” permaneceu na Califórnia, recebendo US$ 42 milhões em créditos fiscais sobre um orçamento de US$ 166,3 milhões.

A indústria do entretenimento na Califórnia perdeu 17.234 empregos entre 2019 e 2023, refletindo a busca por locais de filmagem mais baratos.

SANTA CLARITA, Califórnia, 16 Jun (Reuters) – Enquanto os convidados circulavam por um estúdio de filmagem gigantesco que abriga um dos cenários da série “Fallout”, da Amazon Prime Video, o roteirista e produtor Jonathan Nolan destacou o papel que os incentivos fiscais desempenharam para levar a produção para a Califórnia.

A primeira temporada da série, que é uma adaptação de grande orçamento de um videogame ambientado em um deserto pós-nuclear, foi filmada em Nova York. A Califórnia conseguiu atrair a produção para o oeste na segunda temporada, com US$25 milhões em descontos fiscais.

“Se o crédito fiscal não existisse, o projeto nem teria começado e não estaríamos aqui”, disse Nolan, sentado em uma cadeira dobrável colocada no set de um “Vault”, um abrigo subterrâneo contra radiação decorado com o visual retrofuturista da série.

Nolan desempenhou um papel de destaque na campanha para que a Califórnia aprovasse US$750 milhões em incentivos fiscais para atrair mais produções cinematográficas e televisivas para o Estado. Ele chegou até a convidar parlamentares estaduais para visitar o set no ano passado, a fim de mostrar como atores e profissionais da área seriam beneficiados pelos incentivos.

“Fallout” permaneceu na Califórnia para sua terceira temporada, graças a US$42 milhões em créditos fiscais sobre um orçamento de US$166,3 milhões, o que permitiu que a produção contratasse quase 600 membros da equipe e 30 atores, de acordo com a Comissão Cinematográfica da Califórnia.

Nolan disse que ele e outros profissionais do setor se acostumaram a embarcar em um avião para filmar em Londres, Budapeste ou Sydney, sem se preocupar com o possível impacto sobre Hollywood.

“As pessoas meio que riam da ideia de que Hollywood pudesse deixar de ser Hollywood — mas acho que, nos últimos cinco anos, isso realmente aconteceu”, declarou Nolan.

O emprego na indústria do entretenimento vem diminuindo desde seu pico no final de 2022, oferecendo menos oportunidades para atores, roteiristas e os inúmeros profissionais que dão suporte à produção cinematográfica e televisiva.

A Califórnia foi especialmente afetada, perdendo 17.234 empregos entre 2019 e 2023, de acordo com o Milken Institute. Uma combinação de fatores, incluindo a queda na receita com publicidade na televisão e a estagnação no crescimento do streaming, levou os estúdios a buscar locais mais baratos para produzir filmes e séries, segundo o instituto.

A taxa de ocupação dos estúdios de filmagem de Hollywood caiu para 62% no primeiro semestre de 2025, em comparação com a ocupação quase total registrada em 2016, segundo a Film LA, organização sem fins lucrativos que coordena as filmagens na região metropolitana de Los Angeles.

“Isso ameaça esvaziar e destruir uma instituição cultural centenária que é talvez uma das partes mais importantes da cultura norte-americana e da nossa capacidade de divulgar nossa cultura pelo mundo”, disse Nolan. “Portanto, acho que o incentivo fiscal foi essencial para nos trazer de volta.”


Fonte: Portal do Holanda

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