Preços do café arábica recuam na ICE; cacau fecha em leve queda
Os contratos futuros de café arábica na ICE caíram 0,6%, fechando a US$2,444 por libra-peso, próximo da mínima de um ano e meio.
As chuvas no Brasil podem atrasar a colheita, mas o país ainda projeta uma safra recorde, segundo o Rabobank.
O cacau em Londres teve queda de 0,1%, a £2,928 por tonelada, enquanto as chegadas na Costa do Marfim aumentaram 11% na atual safra.
LONDRES/SÃO PAULO, 9 Jun (Reuters) – Os contratos futuros de café arábica na ICE fecharam em baixa nesta terça-feira, com o foco ainda voltado para as perspectivas de safra no Brasil, principal produtor, enquanto os preços do cacau encerraram o pregão com ligeira queda.
* Os contratos futuros de café arábica fecharam em queda de 0,6%, a US$2,444 por libra-peso, aproximando-se da mínima de um ano e meio, de US$2,4330, registrada na sexta-feira.
* Operadores afirmaram que as chuvas no Brasil podem desacelerar o ritmo da colheita nesta semana, embora o maior produtor mundial ainda espere uma safra recorde.
* "No curto prazo, o mercado continuará monitorando o clima no Brasil em busca de possíveis riscos de geadas e precipitação significativa durante o pico da colheita", afirmou o Rabobank em uma atualização de mercado.
* O café robusta encerrou o pregão com queda de 1,2%, a US$3.293 por tonelada métrica.
* O contrato de cacau de Londres fechou em queda de 0,1%, a £2.928 por tonelada.
* O forte ritmo de chegadas na Costa do Marfim, principal produtora, durante a atual safra 2025/26 e uma perspectiva geralmente favorável para o restante da safra intermediária, no entanto, ajudaram a conter os preços.
* As chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim, principal produtor, atingiram 1,822 milhão de toneladas até 7 de junho, desde o início da safra em 1º de outubro, um aumento de 11% em relação ao mesmo período da safra anterior.
* O cacau de Nova York encerrou o pregão praticamente inalterado, a US$ 3.831 por tonelada.
* O contrato de açúcar bruto na bolsa de Nova York fechou em queda de 0,3%, a 14,08 centavos por libra-peso.
* Os corretores afirmaram que a queda do petróleo manteve os preços sob controle.
* Preços mais baixos da energia são um fator de baixa para o açúcar, pois muitas vezes levam as usinas de cana a produzir mais açúcar e menos etanol.
* O açúcar branco fechou a US$445 por tonelada, praticamente inalterado.
(Reportagem de Nigel Hunt e Oliver Griffin)
Fonte: Portal do Holanda

