Polícia investiga se Maria do Carmo autorizou publicação que virou investigação
Manuas (AM) – O celular da professora Maria do Carmo Seffair (PL) foi apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em Manaus. O aparelho será analisado pela Polícia Civil para esclarecer a participação da ex-candidata ao Governo do Amazonas na divulgação de um vídeo nas redes sociais envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).
O delegado Marcelo Martins, que assumiu o inquérito, afirmou que a apreensão permitirá aprofundar as investigações e verificar se Maria do Carmo teve participação direta na publicação do conteúdo.
“Uma parte dessa investigação apura se a Maria do Carmo efetivamente participou, qual foi o nível de participação dela. Essa postagem foi feita na rede social dela mesma. Então, presume-se que ela, em algum momento, avaliou esse material e permitiu que esse material fosse postado”, explicou.
A defesa da professora alega que ela não tinha conhecimento do conteúdo publicado. Segundo Marcelo Martins, a análise do aparelho poderá esclarecer essa versão e ajudar a identificar os detalhes da divulgação.
O delegado também informou que já analisou todo o procedimento investigativo e que outras diligências ainda serão realizadas. O inquérito apura possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) envolvendo a divulgação do vídeo.
Cumprimento do mandado
Durante a entrevista, Marcelo Martins relatou que houve discussões durante a operação na residência da empresária. De acordo com ele, a equipe registrou o cumprimento do mandado em vídeo por questões de segurança.
“Teve algumas discussões. No momento que ela chegou, teve algum problema também, mas a gente conseguiu contornar e a ordem oficial foi cumprida”, declarou.
Mudança na equipe
Titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Marcelo Martins assumiu o inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil e também passou a reforçar a equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), responsável pela investigação.
Fonte: Portal Tucumã

