“Pobre não pagará a conta”, diz Lula ao rebater críticas fiscais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu críticas à responsabilidade fiscal do governo federal e afirmou que a população de baixa renda não será penalizada para equilibrar as contas públicas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.
Lula defendeu a equipe econômica e afirmou que seus integrantes enfrentam divergências com outros ministros para manter o controle dos gastos públicos.
“Ninguém neste País pode falar mais de responsabilidade fiscal do que minha equipe econômica”, declarou.
Nove de novembro
Ônibus de graça para quem fizer o Enem, anuncia Renato Júnior
Como a fortuna de Trump saltou de US$ 4,3 bi para US$ 7,3 bi em 2 anos
O presidente também rejeitou cortes no orçamento que atinjam os mais pobres.
“A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta, nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, afirmou.
Lula defende resultado fiscal
Ao comentar o superávit previsto nas contas públicas deste ano, de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), Lula afirmou que o resultado representa o que o governo conseguiu alcançar, embora não corresponda às expectativas do mercado financeiro.
“Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo, mas é o que a gente pode fazer”, disse.
O presidente também afirmou que a avaliação das contas públicas deve considerar a situação herdada do governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo”, declarou.
Presidente questiona dívida pública
Lula comparou a dívida brasileira à de países como Estados Unidos, França, Japão e Itália. Segundo ele, o endividamento dessas economias, em relação ao PIB, seria o dobro do brasileiro.
O presidente também questionou os indicadores da dívida nacional e pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente os dados à imprensa.
“Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece”, afirmou.
Saiba mais em Estadão.
Foto: Ricardo Stuckert
Fonte: Política — BNC Amazonas

