Na Cidade do México, as salamandras axolotes estão por toda parte antes da Copa do Mundo — exceto na natureza
O axolote, salamandra endêmica da Cidade do México, é o mascote não oficial da Copa do Mundo, com sua imagem amplamente utilizada em murais e produtos.
Moradores criticam a "axolotlização", alegando que a popularidade do animal desvia a atenção dos problemas de infraestrutura e conservação na capital.
Cientistas não avistaram axolotes na natureza nos últimos dois anos, evidenciando a gravidade da ameaça de extinção enfrentada pela espécie.
CIDADE DO MÉXICO, 8 Jun (Reuters) – Uma das primeiras coisas que os visitantes que chegam à Cidade do México para a Copa do Mundo provavelmente verão é o sorriso largo de um axolote, com a salamandra exclusiva dessa parte do mundo salpicada de roxo brilhante em murais e vagões de metrô ou retratada em esculturas driblando uma bola de futebol.
Batizado com o nome da palavra náuatle para "monstro da água", o axolote (pronuncia-se ah-sho-LO-tul) se tornou o mascote não oficial enquanto a cidade se prepara para sediar cinco jogos da Copa do Mundo, incluindo a abertura da competição na quinta-feira.
Mas, apesar da indubitável fofura do quase sobrenatural axolote, o uso de sua imagem atraiu a reação de muitos Chilangos — como são conhecidos os moradores da Cidade do México — que dizem que o retrato pop do animal criticamente ameaçado de extinção está sendo usado para desviar a atenção tanto dos problemas de infraestrutura da capital quanto de sua falta de esforços de conservação.
Os cientistas que estão tentando contar os axolotes na natureza dizem que não viram um único em dois anos, e uma campanha contra o que foi apelidado de "axolotlização" desencadeou uma onda de memes na internet em que axolotes parecidos com o Godzilla se espalham pela cidade.
Fonte: Portal do Holanda

