Amazonas

Morre advogado que organizava protestos contra o som alto na Ponta Negra

Manaus (AM) – O advogado José Higino de Sousa Netto, de 65 anos, morreu na madrugada da última quinta-feira (29), em Manaus, após sofrer um infarto fulminante. Com mais de 40 anos de carreira, ele teve atuação no meio jurídico do Amazonas e ficou conhecido também por liderar mobilizações de moradores contra a poluição sonora na região da Ponta Negra, Zona Oeste da capital.

Residente no bairro, Higino participou de manifestações e iniciativas comunitárias que cobravam medidas para combater o excesso de ruído provocado por estabelecimentos comerciais e eventos. O advogado defendia a fiscalização das atividades e o respeito aos limites legais de emissão sonora, com o objetivo de garantir o sossego de quem vivia na região.

Na advocacia, sua trajetória foi marcada principalmente pelo trabalho nas áreas Trabalhista e Empresarial. Ele fundou o escritório Higino, Sordi, Sousa, Toledano & Advogados, que anteriormente utilizava o nome ASJUR. Também ocupou funções na estrutura da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), participando de atividades ligadas à instituição.

Além da atuação profissional, José Higino mantinha presença nas discussões sobre questões políticas e sociais. Por meio das redes sociais, publicava posicionamentos sobre temas de interesse público. Na quarta-feira (28) véspera de sua morte, divulgou um vídeo no qual criticava iniciativas de boicote a estabelecimentos comerciais e ações contra trabalhadores em razão de suas preferências eleitorais.

O falecimento gerou repercussão entre integrantes da advocacia amazonense e moradores que acompanharam sua participação nas reivindicações relacionadas à poluição sonora na Ponta Negra.

Até a divulgação das informações sobre a morte, não haviam sido confirmados os detalhes sobre o velório e o sepultamento do advogado.

Fonte: Portal Tucumã

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