Mônaco busca suspeito após explosão ter como alvo oligarca nascido na Ucrânia
A polícia de Mônaco e da França busca um suspeito de atentado após explosão que feriu três pessoas, incluindo o oligarca ucraniano Vadym Yermolaiev.
Vadym Yermolaiev, que possui nacionalidade cipriota, foi alvo de sanções ucranianas em 2023 por negócios na Crimeia ocupada pela Rússia.
A mulher de Yermolaiev, gravemente ferida, e seu filho, com ferimentos leves, permanecem hospitalizados, enquanto a investigação continua sem confirmação oficial das identidades.
MÔNACO, 30 Jun (Reuters) – A polícia de Mônaco e da França estava à procura na terça-feira de um suspeito de ter cometido um atentado, depois que três pessoas ficaram feridas em uma explosão no rico principado — que, segundo duas fontes, foi um ataque contra um oligarca nascido na Ucrânia.
Acredita-se que o suspeito tenha fugido a pé para a França, disse o promotor de Mônaco Stéphane Thibault, após o ataque na noite de segunda-feira, que envolveu um pacote-bomba.
O principado, conhecido por seus cassinos e iates de luxo, sua segurança rigorosa e o estilo de vida luxuoso de seus residentes super-ricos, é cercado pelo Mediterrâneo de um lado e pela França do outro, e não há controles de fronteira entre os dois países.
MAGNATA NASCIDO NA UCRÂNIA
Uma fonte a par da investigação afirmou que o homem ferido no ataque era o oligarca nascido na Ucrânia Vadym Yermolaiev e que a mulher ferida no mesmo ataque, sua companheira, ficou gravemente ferida da cintura para baixo.
Uma fonte policial confirmou que o casal ferido era Yermolaiev e sua companheira, e que a terceira pessoa, que sofreu ferimentos menos graves, era seu filho.
Yermolaiev recebeu a nacionalidade cipriota em 2019 e foi alvo de sanções ucranianas em 2023, o que, segundo a mídia ucraniana, ocorreu por ter feito negócios na Crimeia ocupada pela Rússia.
A embaixada da Ucrânia em Paris informou que está verificando a identidade e a nacionalidade das pessoas envolvidas.
Thibault se recusou a confirmar a identidade das vítimas, que ainda não foram interrogadas pela polícia, mas disse que o homem ferido no ataque morava em Mônaco desde pelo menos 2021.
Todos os três ainda estavam no hospital, afirmou ele. A mulher, cujo nome ele não revelou, encontrava-se em estado crítico, enquanto o estado do homem já não era considerado crítico, acrescentou.
(Reportagem de Juliette Jabkhiro, John Irish, Sudip Kar-Gupta e Dominique Vidalon em Paris, Manon Cruz em Mônaco e Anna Pruchnicka em Kiev)
Fonte: Portal do Holanda

