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Milhares de iranianos lotam complexo para funeral de Khamenei

Dezenas de milhares de iranianos compareceram ao funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto no início da guerra contra os Estados Unidos e Israel.

O caixão de Khamenei foi exposto ao ar livre na Grande Mosalla do Imã Khomeini, acompanhado pelos de sua família.

O funeral ocorre em um momento crítico para o Irã, que celebra a sobrevivência de seu governo clerical após o ataque.

TEERÃ, 4 Jul (Reuters) – Dezenas de milhares de iranianos lotaram um vasto complexo de oração ao ar livre em Teerã neste sábado para ver os caixões do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo morto no início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e de sua família.

Vestidos de preto e envoltos em bandeiras vermelha, branca e verde da República Islâmica do Irã, os enlutados erguiam retratos de Khamenei e de seu filho e sucessor, Mojtaba.

Em uma demonstração de devoção pública ao Estado teocrático da República Islâmica e ao fervor revolucionário, o Irã está realizando uma semana de cortejos fúnebres em massa pelo líder supremo morto em fevereiro pelos primeiros ataques aéreos da guerra.

Após um dia em ambiente fechado para que altos líderes iranianos e autoridades estrangeiras pudessem prestar homenagem, o caixão de Khamenei foi exposto sob uma cobertura de vidro ao ar livre, junto com os de sua filha, genro, nora e neta de 14 meses.

Ainda não houve nenhuma aparição pública nem foi divulgada nenhuma imagem de Mojtaba, o novo líder, que teria ficado ferido no ataque que matou seu pai.

As pessoas entraram no vasto pátio da Grande Mosalla do Imã Khomeini batendo no peito, lamentando-se e agitando bandeiras da República Islâmica. Mulheres vestidas com xadores pretos usavam viseiras brancas ou seguravam guarda-chuvas para se protegerem do sol quente do meio da manhã.

“Vamos lamentar!”, encorajou um mestre de cerimônias à multidão por meio de um alto-falante. Gritos de “Morte à América” ecoaram pelo enorme salão de oração.

“Todos aqui vieram para vingar o sangue de seu líder supremo”, disse à Reuters Arash Rahimi, 40, no meio da multidão. “Como nosso líder disse, temos uma rixa sangrenta com os Estados Unidos. Nossas relações com os Estados Unidos nunca serão boas.”

O funeral está ocorrendo em um momento crítico para o Irã, com seus governantes clericais, apoiados pelos militares, animados por terem sobrevivido ao ataque com seu sistema de governo intacto.

A guerra foi suspensa por um cessar-fogo, conforme um acordo com Washington que, segundo as autoridades, trará, em última instância, enormes benefícios econômicos, em consonância com o que elas descrevem como uma vitória sobre uma superpotência.

(Reportagem de Parisa Hafezi, Ahmed Elimam e Eman Abouhassira em Dubai, John Davison em Beirute)


Fonte: Portal do Holanda

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