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Messi, Bellingham e a história entram em colisão na semifinal entre Argentina e Inglaterra

A semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra, marcada por rivalidades históricas, ocorrerá em Atlanta nesta quarta-feira.

Lionel Messi, com oito gols no torneio, e Jude Bellingham, destaque da Inglaterra, são as principais esperanças de suas seleções.

Ambas as equipes enfrentaram desafios significativos nas fases anteriores, prometendo um confronto intenso e equilibrado em busca da vaga na final.

Por Gabriel Araujo e Lori Ewing

KANSAS CITY, Missouri, 13 de julho (Reuters) – Uma semifinal de Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra quase não precisa de outras narrativas, mas o confronto desta quarta-feira em Atlanta carrega décadas de drama futebolístico, bagagem política e duas seleções que se acostumaram a sobreviver no limite.

Da vitória da Inglaterra na Copa do Mundo de 1966 à sombra da Guerra das Malvinas de 1982, do gol da “Mão de Deus” de Diego Maradona em 1986 aos grandes confrontos de 1998 e 2002, os jogos entre os dois países há muito tempo vão além do futebol.

No entanto, os jogadores da Argentina e o técnico Lionel Scaloni têm procurado deixar de lado a emoção que envolve a rivalidade, insistindo que a semifinal deve ser tratada como mais um passo rumo ao maior prêmio do esporte.

“Temos que encarar isso pelo que é: uma semifinal da Copa do Mundo contra uma potência, uma grande seleção, e tentar chegar na melhor condição possível para competir novamente”, disse Lionel Messi.

Os atuais campeões chegaram às semifinais sofrendo muito mais do que o esperado. Eles venceram Cabo Verde por 3 x 2 na prorrogação, conseguiram uma recuperação notável ao reverterem uma desvantagem de 2 x 0 a 11 minutos do fim para derrotar o Egito por 3 x 2 e, em seguida, superaram a Suíça por 3 x 1 na prorrogação.

Messi, de 39 anos, reconheceu o desgaste físico do torneio após uma sucessão de vitórias exaustivas no mata-mata.

A trajetória da Inglaterra não foi menos penosa.

A equipe de Thomas Tuchel sobreviveu com um jogador a menos para derrotar o México sob condições brutais na Cidade do México nas oitavas de final, antes de vencer a Noruega por 2 x 1 na prorrogação, em um dia quente e úmido em Miami, no último sábado.

Se a Argentina tem repetidamente encontrado um caminho para superar as adversidades, a Inglaterra tem feito o mesmo por meio de determinação, garra e do surgimento de Jude Bellingham como o rosto da sua campanha.

O meio-campista de 23 anos do Real Madrid marcou duas vezes contra o México e mais duas contra a Noruega, consolidando ainda mais seu status de jogador indispensável da equipe.

Harry Kane continua sendo o capitão e o ponto-chave do ataque, mas cada vez mais parece que este é o torneio de Bellingham.

Tuchel, no entanto, sabe que o brilhantismo individual pode não ser suficiente. O técnico da Inglaterra expressou abertamente sua frustração com alguns aspectos do desempenho da sua equipe, argumentando que ela pode atuar com maior precisão e controle.

As esperanças da Argentina mais uma vez recaem bastante sobre Messi, que marcou oito gols no torneio, empatado com o francês Kylian Mbappé na briga pela artilharia.

A partida desta quarta-feira será a primeira da carreira de Messi contra a Inglaterra, acrescentando mais um capítulo a um confronto que há muito tempo cativa a imaginação de ambas as nações.

O ex-atacante argentino Carlos Tevez, que jogou pelo Manchester City e pelo Manchester United, acredita que o peso da história ainda paira no ar.

“Eles certamente estão esperando por uma revanche pelo que Diego fez em 1986. Estão pensando nisso, têm uma relação de amor e ódio com Diego por causa daquela partida. A história está lá, a história está viva”, disse à ESPN Argentina.

Os sul-americanos, apesar de terem passado por um caminho aparentemente mais favorável até as semifinais, tiveram dificuldades várias vezes contra adversários que deveriam vencer.

A Suíça, 19ª colocada no ranking mundial, foi a seleção melhor classificada que enfrentaram, mas os jogadores de Scaloni foram levados ao limite praticamente em todas as rodadas.

“É muito difícil analisar essa seleção”, disse Tevez. “Parece-me que neste momento essa equipe está nos acostumando a ver a qualidade individual fazer a diferença.”

A Inglaterra, por sua vez, passou por sua própria jornada exaustiva e chega tão calejada quanto sua adversária.

“Ao observar a Argentina, acho que podemos vencê-la”, disse o ex-atacante da Inglaterra Ian Wright no podcast “Stick to Football”. “Pela maneira como jogam e pelo fato de serem tão compactos, acho que conseguiremos bloqueá-los e partir para o contra-ataque.”

A Argentina possui a experiência, a convicção e a confiança que vêm com o título mundial. A Inglaterra traz o ímpeto e um meio-campista decisivo.

Em uma rivalidade marcada por momentos inesquecíveis, Atlanta oferece a chance de mais um, agora com uma vaga na final da Copa do Mundo em jogo.

(Reportagem de Gabriel Araujo e Lori Ewing)


Fonte: Portal do Holanda

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