Médicos credenciados denunciam atrasos nos pagamentos e cobram posicionamento do Governo de Roraima
Médicos credenciados pela Secretaria de Estado da Saúde de Roraima (Sesau-RR), que atuam em hospitais da capital e do interior, denunciam atrasos no pagamento de plantões e cobram uma solução do Governo do Estado. Segundo os profissionais, os valores referentes aos meses de agosto e setembro de 2026 ainda não foram pagos, e não há previsão para a regularização.
A denúncia foi divulgada em uma nota pública nesta quinta-feira (29). No documento, os médicos também informaram que alguns profissionais receberam apenas parcialmente os valores referentes aos plantões de julho.
De acordo com a categoria, os atrasos nos pagamentos ocorrem desde 2023 e, em algumas situações, chegam a ultrapassar dois meses. Os profissionais também relataram cortes de plantões durante setembro, sem comunicação formal ou apresentação de justificativas.
Sindicato cobra reunião com o Governo
O Sindicato dos Médicos de Roraima (SIMED-RR) informou que protocolou, no dia 26 de outubro, um ofício direcionado ao governador e ao secretário estadual de Saúde, solicitando uma reunião em caráter de urgência para tratar dos pagamentos pendentes.
Conforme a nota, a Secretaria de Estado da Saúde respondeu na quarta-feira (28) que iria avaliar a situação. No entanto, não apresentou uma data para a resolução do problema nem estabeleceu um prazo para os repasses.
Entre as reivindicações dos médicos estão o pagamento dos valores atrasados, a definição de um calendário para os próximos repasses e esclarecimentos sobre os cortes de plantões.
Categoria não descarta suspensão dos atendimentos
Apesar das dificuldades financeiras relatadas, os profissionais afirmam que continuam prestando atendimento nas unidades de saúde da capital e do interior.
Na nota, a categoria também não descarta a possibilidade de suspender os serviços caso os atrasos ultrapassem dois meses. Os médicos ressaltam, porém, o compromisso de preservar os atendimentos de urgência e emergência.
Até a divulgação da manifestação pública, não havia previsão oficial para o pagamento dos valores pendentes.
Fonte: Saúde — Imediato

