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Justiça dos EUA impede que governo Trump retire autorizações de trabalho de imigrantes

Uma decisão do juiz federal Nathaniel Gorton impede temporariamente o governo Trump de retirar autorizações de trabalho de imigrantes e requerentes de asilo.

A liminar permanecerá em vigor até que Gorton decida sobre uma possível suspensão de longo prazo da política, com prazo até 5 de agosto.

A lei aprovada em julho de 2025 introduziu taxas para solicitações de asilo e restringiu a autorização de trabalho para imigrantes com Status de Proteção Temporária.

BOSTON, 21 Jul (Reuters) – Uma decisão judicial impediu temporariamente, nesta terça-feira, que o governo do presidente Donald Trump prive dezenas de milhares de requerentes de asilo e imigrantes com Status de Proteção Temporária do direito de trabalhar nos Estados Unidos.

O juiz federal Nathaniel Gorton, de Boston, acatou ação proposta por uma coalizão de grupos de defesa dos direitos dos imigrantes e sindicatos para impedir que os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) levassem adiante uma série de políticas com restrições relacionadas à imigração aprovadas pelo Congresso no ano passado.

A liminar de Gorton vai permanecer em vigor até que ele decida se concederá uma suspensão de longo prazo à política do governo Trump. O juiz afirmou que deve se pronunciar sobre o assunto até 5 de agosto. O USCIS não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Aprovada pelo Congresso de maioria republicana em julho de 2025, a emblemática lei fiscal e de gastos de Trump impôs pela primeira vez taxas para a solicitação de asilo e restringiu a autorização de trabalho para pessoas com Status de Proteção Temporária (TPS), designação que permite a migrantes de países atingidos por guerra, desastres naturais ou outras catástrofes viverem e trabalharem nos Estados Unidos enquanto não for seguro retornar aos países de origem.

O governo Trump tem buscado, como parte da agenda de imigração linha-dura do presidente republicano, encerrar o TPS para pessoas de mais de uma dúzia de países. No mês passado, a Suprema Corte dos EUA autorizou a medida no caso de milhares de imigrantes haitianos e sírios.

(Reportagem de Nate Raymond, em Boston, e Daniel Wiessner, em Albany, Nova York)


Fonte: Portal do Holanda

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