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Juízas da Suprema Corte fazem rara aparição no Capitólio para alertar sobre ameaças

Duas juízas da Suprema Corte dos EUA, **Amy Coney Barrett** e **Elena Kagan**, solicitaram ao Congresso aumento orçamentário de 10% para segurança judicial.

Barrett relatou ter sido alvo de ameaças, incluindo um incidente de "swatting", e pediu mais proteção para juízes.

Kagan defendeu a criação de um painel de ética para assegurar a confiança pública na corte, enquanto Barrett se mostrou cética quanto à sua necessidade.

Por John Kruzel e Andrew Chung

WASHINGTON, 14 Jul (Reuters) – Em uma rara aparição perante o Congresso, duas juízas da Suprema Corte dos EUA solicitaram, nesta terça-feira, mais recursos para segurança e alertaram sobre um aumento acentuado nas ameaças contra juízes, com a juíza Amy Coney Barrett relatando ter sido mandada para casa com um colete à prova de balas e ter sido alvo de um recente trote do tipo “swatting”.

Barrett e a juíza Elena Kagan instaram os parlamentares a aprovarem um aumento orçamentário de cerca de 10% para a corte, com Kagan afirmando que a força policial da Suprema Corte prevê um aumento de 38% nas ameaças este ano, após um aumento de 25% no ano passado.

“Para alguns de nós, essas ameaças chegaram muito perto”, disse Kagan a uma subcomissão da Câmara dos Deputados dos EUA. Essa foi a primeira aparição de juízas em exercício perante o Congresso desde 2019, excluindo as audiências de confirmação no Senado para indicados.

COLETE À PROVA DE BALAS E UM INCIDENTE DE “SWATTING”

Em termos pessoais, Barrett contou aos parlamentares sobre algumas das ameaças que ela e sua família enfrentaram, enfatizando como elas afetaram seus filhos.

Ela disse que, quando as ameaças se intensificaram após o vazamento, em 2022, de uma minuta da decisão da corte que revogava o caso Roe v. Wade — a decisão histórica de 1973 que garantia o direito ao aborto em todo o país —, sua equipe de segurança a mandou para casa com um colete à prova de balas, o que levou seu filho, então com 12 anos, a perguntar o que era aquilo.

“Eu não esperava que, ao exercer essa função, fosse me ver na posição de ter que explicar aos meus filhos o que era um colete à prova de balas e por que eu precisava usá-lo.”

Barrett também contou ter sido alvo de um ataque do tipo “swatting” há cerca de seis semanas, durante o qual policiais responderam a uma denúncia falsa alegando tiros e vozes elevadas vindas de sua casa.


Fonte: Portal do Holanda

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