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Jane Fonda apresentará evento em homenagem à democracia em contraponto a luta de UFC de Trump

Jane Fonda promoverá o concerto "Rise Up, Sing Out" em Nova York, em apoio à liberdade de expressão e à democracia, no mesmo dia da luta de UFC em homenagem a Trump.

O evento contará com a participação de artistas como Julia Roberts, Bette Midler e Patti Smith, e será transmitido ao vivo do The Town Hall.

Fonda, ativista histórica, critica as políticas ambientais de Trump e destaca a urgência de ações contra os impactos da extração de petróleo e gás.

LOS ANGELES, 12 Jun (Reuters) – Enquanto lutadores de artes marciais mistas se reúnem no domingo no Jardim Sul da Casa Branca para uma luta em comemoração ao 80º aniversário do presidente Donald Trump — um espetáculo que dá início a uma série de eventos para marcar o 250º aniversário dos EUA —, a atriz e ativista Jane Fonda promoverá um tipo diferente de entretenimento na cidade de Nova York.

O grupo de defesa de Fonda, o Comitê pela Primeira Emenda, realizará um concerto com atores, músicos e figuras públicas que se apresentarão em apoio à liberdade de expressão e à democracia — princípios que têm sido atacados durante a Presidência de Trump, segundo Fonda.

“Este é o nosso momento histórico”, disse Fonda à Reuters em uma entrevista. “A história vai registrar isso, e eu não quero estar do lado das pessoas que dizem: ‘Meu Deus, as coisas estão tão ruins, o que vou fazer?’ Não. Eu quero estar na linha de frente.”

O concerto “Rise Up, Sing Out” contará com apresentações ou participações de Julia Roberts, Lily Gladstone, Bette Midler, Patti Smith e Rufus Wainwright. O evento será realizado no The Town Hall, um marco histórico centenário fundado por sufragistas, e poderá ser assistido via transmissão ao vivo.

Fonda, de 88 anos, tem uma longa história de ativismo, desde o trabalho em prol dos indígenas norte-americanos e dos Panteras Negras na década de 1960 até os protestos contra a Guerra do Vietnã na década de 1970. Ela ganhou o apelido de “Hanoi Jane” após uma visita ao Vietnã do Norte em 1972, embora mais tarde tenha expressado arrependimento por uma foto em que aparecia sentada em um canhão antiaéreo, usando um capacete.

Nos últimos anos, a atriz vencedora do Oscar tem se envolvido no ativismo climático e foi detida várias vezes em conexão com seus protestos “Fire Drill Fridays” em Washington, D.C. Um novo documentário, “Gaslit”, que estreia na sexta-feira, acompanha Fonda em uma viagem de carro pelo Texas e pela Louisiana para expor os impactos ambientais e na saúde da extração de petróleo e gás.

“Comunidades inteiras foram arrasadas porque insistimos em perfurar em busca de petróleo e gás metano extraído por fraturamento hidráulico que estamos enviando para todo o mundo, o que está matando pessoas, a natureza e os animais, e isso tem que parar”, disse Fonda, que culpa o governo Trump por enfraquecer as regulamentações ambientais.


Fonte: Portal do Holanda

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