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Israel mantém tropas no sul do Líbano, enquanto Rubio busca apoio ao acordo entre EUA e Irã

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano, dificultando as negociações de paz entre EUA e Irã.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, busca apoio no Oriente Médio para um acordo de paz que inclui um fundo de US$ 300 bilhões ao Irã.

O tráfego no Estreito de Ormuz foi restabelecido, mas a gestão a longo prazo da hidrovia ainda é debatida entre o Irã e países do Golfo.

Por Alexander Cornwell e Tala Ramadan e Jana Choukeir

24 Jun (Reuters) – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que as tropas israelenses não vão se retirar do sul do Líbano, colocando um obstáculo às negociações de paz entre o Irã e os EUA, enquanto o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, percorre o Oriente Médio em busca de apoio ao acordo.

Os Estados Unidos e o Irã assinaram um acordo inicial na semana passada para encerrar a guerra, que abalou o Oriente Médio e pressionou as economias globais em função do fechamento do Estreito de Ormuz, ponto de trânsito de um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Versões conflitantes sobre elementos do acordo surgiram, o que gerou críticas ao presidente dos EUA, Donald Trump, tanto em seu país quanto no Oriente Médio. Os incentivos financeiros para o Irã, o controle do Estreito de Ormuz e a guerra paralela de Israel no Líbano têm sido alvo de controvérsias.

Autoridades israelenses, incluindo Katz e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmaram repetidamente que não vão retirar as tropas do sul do Líbano — onde, segundo eles, foi criada uma zona de segurança para proteger os moradores do norte de Israel.

“As Forças de Defesa de Israel estão preparadas… e não vamos recuar. Anunciamos que, de forma alguma, vamos nos retirar e, neste momento — e isso é uma conquista política –, não há exigência norte-americana para que Israel se retire do Líbano”, disse Katz em entrevista em uma conferência em Tel Aviv.


Fonte: Portal do Holanda

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