INSS realiza 1,3 mil atendimentos em comunidades indígenas remotas no Amazonas
Ação contou com atendimentos administrativos, perícias médicas e avaliações sociais
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizou 1.333 atendimentos em comunidades indígenas de áreas remotas do Amazonas entre 8 e 25 de junho, por meio do Projeto de Atendimento Itinerante “INSS em Ação”. Os atendimentos ocorreram em Maturacá, Pari Cachoeira, Iauareté, Assunção do Rio Içana e São Joaquim, em articulação com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e o Exército Brasileiro.
A iniciativa inédita levou a perícia médica federal a todas as comunidades indígenas visitadas e contou, pela primeira vez, com o acesso de avaliação social nos territórios. “A ação representa um avanço na inclusão social e no respeito às comunidades tradicionais, que não precisaram se deslocar por dias até a sede”, comentou a coordenadora do projeto INSS em Ação, Karynne Marques. Foram 823 atendimentos administrativos, 278 perícias presenciais, 89 perícias conectadas e 143 avaliações sociais.
A comunidade de Maturacá foi a primeira parada da missão do INSS. Localizada no Parque Nacional do Pico da Neblina em São Gabriel da Cachoeira (AM), trata-se da maior aldeia Yanomami no Amazonas. Com mais de 2 mil moradores, é conhecida como a principal base logística e ponto de partida para as expedições ao Pico da Neblina (Yaripo), o ponto mais alto do Brasil.
Clemente Valentim, da etnia Kuripaco, teve a vida transformada após o atendimento. “Antes eu estava triste, porque não tinha dinheiro e estava sem forças para trabalhar aos 90 anos. Mas agora me sinto forte e alegre”, comemorou. Ele e a família enfrentaram 12 horas em uma rabeta até o local do atendimento. “Realizei o sonho de me aposentar”, disse.
Em São Joaquim, a servidora Denise de Andrade retornou à comunidade após dois anos e reencontrou Dona Emília, de 95 anos, que já havia chamado sua atenção em uma visita anterior quando carregava lenha sobre a cabeça. No terceiro dia da ação, a idosa procurou o INSS para requerer o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Durante o atendimento, a equipe identificou que ela tinha direito à aposentadoria, benefício que foi concedido ainda na ação.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal

