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Índia: oposição volta às ruas e cobra renúncia do chefe eleitoral

Partidos de oposição na Índia, liderados por Rahul Gandhi, exigem a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, em protesto contra o governo de Narendra Modi.

A revisão dos cadastros eleitorais removeu mais de 130 milhões de nomes, gerando críticas sobre possíveis motivações políticas e exclusão de minorias, especialmente muçulmanos.

O protesto no Ramlila Maidan contou com forte presença policial e militar, enquanto a Human Rights Watch questiona a integridade das futuras eleições no país.

Partidos de oposição na Índia renovaram neste domingo, 1º, o pedido de renúncia do chefe da Comissão Eleitoral do país, em novo protesto contra o governo do primeiro-ministro Narendra Modi. A manifestação, convocada pelo bloco de oposição INDIA, reuniu milhares de pessoas em Nova Délhi.

Segundo a AP, o ato foi liderado por Rahul Gandhi, do Partido do Congresso, e contou com apoio do movimento jovem "Cockroach". Os manifestantes pedem a renúncia do comissário-chefe eleitoral, Gyanesh Kumar, por causa de uma revisão controversa dos cadastros de eleitores.

A revisão das listas removeu mais de 130 milhões de nomes desde o ano passado. Críticos afirmam que o processo tem motivação política, pode excluir milhões do direito ao voto e teria afetado de forma desproporcional minorias, especialmente muçulmanos. A Comissão Eleitoral e o governo negam e dizem que a medida busca retirar registros duplicados e inelegíveis.

O protesto ocorreu no Ramlila Maidan, após a polícia retirar no mês passado o Jantar Mantar da lista de locais oficialmente autorizados para manifestações. As autoridades reforçaram a segurança com milhares de policiais e militares paramilitares e ampliaram a vigilância, com câmeras, drones e equipamentos corporais ao longo do percurso.

A Human Rights Watch afirmou na quinta-feira que as acusações relacionadas à revisão levantam "questões sérias" sobre a lisura de futuras eleições. Modi não comentou publicamente os protestos, e aliados do premiê, classificaram manifestantes como "anarquistas" e sugeriram, sem apresentar provas, que haveria apoio de potências estrangeiras.


Fonte: Portal do Holanda

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