Hezbollah rejeita acordo preliminar entre Israel e Líbano e o classifica como “rendição”
Naim Qassem, líder do Hezbollah, rejeitou o acordo mediado pelos EUA entre Líbano e Israel, chamando-o de "rendição" e "nulo e sem efeito".
O acordo-quadro prevê a retirada gradual de Israel do sul do Líbano, mas permite a permanência de suas forças em uma zona de segurança ampliada.
Um ataque com drones israelenses em Nabatieh al-Fawqa ocorreu após a assinatura do acordo, evidenciando a continuidade das hostilidades na região.
Por Jana Choukeir e Eman Abouhassira e Pesha Magid
27 Jun (Reuters) – O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou neste sábado um acordo-quadro entre o Líbano e Israel mediado pelos EUA, um dia após sua assinatura, descrevendo-o como uma rendição a Israel.
No mais recente exemplo das hostilidades em curso, apesar dos repetidos cessar-fogos e acordos, Israel lançou um ataque com drones no sul do Líbano.
Mais de um milhão de libaneses foram expulsos de suas casas por um conflito que vem ocorrendo paralelamente à guerra mais ampla contra o Irã. O Hezbollah e o Irã afirmam que Washington se comprometeu a pôr fim às hostilidades no Líbano como parte do memorando de entendimento assinado há duas semanas para encerrar a guerra mais ampla.
O acordo-quadro firmado na sexta-feira prevê uma retirada israelense em fases de algumas partes do sul do Líbano, juntamente com o destacamento do Exército libanês. No entanto, por ora, as forças israelenses teriam permissão para permanecer em uma zona de segurança ampliada, enquanto se aguarda a implementação completa do acordo.
Em uma declaração, Qassem classificou o acordo como “nulo e sem efeito” e acusou o governo libanês de fazer concessões unilaterais e minar a soberania do Líbano.
Ele criticou as disposições que vinculam a retirada de Israel ao desarmamento do Hezbollah, afirmando que elas efetivamente legitimavam a presença militar de Israel e ultrapassavam “todas as linhas vermelhas”.
A agência de notícias estatal do Líbano informou que um drone israelense atacou Nabatieh al-Fawqa neste sábado. A área fica fora da zona de segurança indicada em um mapa publicado por Israel, que mostra o território que suas tropas continuarão a controlar.
(Reportagem de Jana Choukeir, Eman Abouhassira, em Dubai, e Pesha Magid, em Jerusalém)
Fonte: Portal do Holanda

