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Governo Trump volta a negar vistos a delegação palestina para Assembleia Geral da ONU

O governo dos EUA, sob a presidência de Donald Trump, negou vistos à delegação palestina para a Assembleia Geral da ONU, incluindo Mahmoud Abbas.

O Departamento de Estado justificou a negativa com base em compromissos não cumpridos pela Autoridade Palestina em relação à paz com Israel.

Israel anunciou a licitação para 2.167 novas unidades de assentamento na Cisjordânia, aumentando a totalidade para 3.401 moradias, gerando críticas internacionais.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, negou novamente vistos a uma delegação palestina de alto nível para participar da reunião anual de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU, pelo segundo ano consecutivo.

O Departamento de Estado americano informou nesta quarta-feira que autoridades palestinas, incluindo o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, não teriam cumprido compromissos assumidos em acordos anteriores para buscar a paz com Israel. Em nota, o governo americano afirmou que a Autoridade Palestina continuou a promover ações legais contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI) e manteve o pagamento de estipêndios a famílias de presos condenados por ataques contra israelenses. O comunicado também mencionou integrantes ligados à Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

"Como consequência do fracasso em reformar, em desacordo com seus compromissos com os Estados Unidos, e de suas atividades contínuas que minam as perspectivas de paz, estenderemos sanções que negam vistos a membros da OLP e a autoridades da Autoridade Palestina", disse o departamento, citando legislação americana em vigor.

A medida reforça a política de restrições de visto do governo Trump e sinaliza a proximidade com Israel, que enfrenta isolamento internacional por causa da guerra em Gaza iniciada após os ataques de 7 de outubro de 2023, atribuídos ao Hamas. Um cessar-fogo frágil mediado pelos EUA entrou em vigor em outubro, mas Israel continuou realizando ataques no território palestino.

O episódio também ocorre enquanto Washington conduz uma campanha para enfraquecer o TPI, acusando a corte de tentar processar injustamente militares americanos e israelenses por supostos crimes no Afeganistão, no Iraque e em Gaza. EUA e Israel não são membros do tribunal.


Fonte: Portal do Holanda

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