Brasil

Gestores conhecem experiências de saúde e adaptação climática no Baixo Tapajós

Expedição reuniu gestores e pesquisadores para conhecer impactos das mudanças climáticas e soluções construídas por comunidades ribeirinhas e povos tradicionais

As mudanças climáticas já afetam as condições de vida e saúde de comunidades ribeirinhas e povos tradicionais do Baixo Tapajós, no Pará. Para conhecer de perto esses impactos e as soluções construídas no território, o Ministério da Saúde participou de uma expedição na região, iniciada na segunda-feira (24/8) e encerrada nesta quinta-feira (27/8). A agenda reuniu gestores, dirigentes e pesquisadores.

A programação incluiu visitas a experiências de saúde fluvial e ribeirinha em Santarém (PA), às instalações do FioAres, plataforma voltada ao monitoramento em tempo real da qualidade do ar e de material particulado fino na região, e a iniciativas desenvolvidas nas comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, com soluções relacionadas à saúde, ao saneamento, à energia renovável e à adaptação às mudanças climáticas.

Representantes da Secretaria Executiva, por meio do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP/SE/MS), e de áreas do Ministério relacionadas à saúde ambiental, atenção primária, governança e mudanças climáticas acompanharam a agenda, além de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A expedição também contou com momentos de escuta de lideranças e integrantes do grupo de trabalho Emergência Climática Tapajós, ampliando o diálogo sobre os impactos das mudanças climáticas e as respostas construídas no território.

Conhecimento do território

A escuta das comunidades foi um dos pontos centrais da expedição. Para André Bonifácio Carvalho, diretor do DGIP/SE/MS, esses relatos ajudam a compreender como as mudanças climáticas afetam diferentes dimensões da vida no território.

“Ouvir quem vive no território é fundamental para compreender os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde. Eles têm uma consciência ecológica muito grande, conhecem como ninguém o curso das águas, dos rios e como a questão climática afeta a vida dos animais. Precisamos estar cada vez mais próximos dessas comunidades”, afirmou.

Segundo Bonifácio, os impactos relatados pelas comunidades não se restringem à saúde das pessoas e também atingem a produção, a alimentação, a renda, os animais e a floresta.

Durante a expedição, gestores e pesquisadores também conheceram soluções desenvolvidas pelas próprias comunidades a partir das características e necessidades do território. A agenda contribuiu para as discussões do Ministério da Saúde sobre Saúde Fluvial e Ribeirinha e para o desenvolvimento de estratégias de adaptação do Sistema Único de Saúde (SUS) às mudanças climáticas.

As experiências conhecidas durante a missão também podem contribuir para a construção de estratégias voltadas a outras regiões que enfrentam impactos semelhantes das mudanças climáticas, considerando as características e necessidades de cada território.


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

Leia a matéria original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *