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Fifa acusa Uefa de “campanha de desinformação” em resposta a processo judicial

A Fifa acusou a Uefa de realizar uma "campanha de desinformação" em relação a um processo judicial nos Estados Unidos.

A Uefa solicitou ao tribunal permissão para obter depoimentos sobre um plano de transferência de direitos comerciais da Copa do Mundo.

A Fifa defendeu que as alegações da Uefa sobre o presidente Gianni Infantino são infundadas e sem fundamento legal.

Por Rory Carroll e Aadi Nair

29 Set (Reuters) – A Fifa acusou a Uefa nesta terça-feira de promover uma “campanha de desinformação” e de tentar influenciar a disputa pela presidência da entidade, ao mesmo tempo em que pediu a um tribunal dos Estados Unidos que rejeite um pedido de produção de provas relacionado a uma proposta de investimento polêmica.

No mês passado, a Uefa solicitou a um tribunal federal dos EUA permissão para obter depoimentos e documentos a serem utilizados em uma queixa criminal planejada na Suíça contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em relação a um plano — agora abandonado — de transferir os direitos comerciais da Copa do Mundo para uma subsidiária chamada Fifa Forward Enterprise (FFE).

Em sua resposta, a Fifa afirmou que a petição da Uefa continha “inúmeras declarações falsas ou enganosas sobre a Fifa e Infantino”.

“Sem qualquer fundamento, a Uefa sugere que o Sr. Infantino teria buscado lucrar pessoalmente com a proposta da FFE”, afirmou a Fifa em um documento apresentado no Distrito Sul da Flórida, opondo-se ao pedido de produção de provas feito pela Uefa.

“Conforme explicado, o plano da FFE estava sujeito à aprovação tanto das federações membros da Fifa quanto do Conselho da Fifa, e a FFE estaria sujeita à supervisão de ambos os órgãos dentro da Fifa."

“As alegações da Uefa de que o Sr. Infantino violou qualquer lei ou princípio ético são categoricamente infundadas.”

A Uefa se recusou a comentar.

A Uefa alegou que Infantino desenvolveu a proposta em segredo com um pequeno grupo de assessores e investidores, contornando os processos normais de governança da Fifa e deixando de consultar o Conselho da entidade, as confederações regionais ou as federações que a integram.


Fonte: Portal do Holanda

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