Cidades

Família tenta reverter absolvição de policiais da morte de Deusiane, TJ adia

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) adiou a análise do recurso que busca reverter a absolvição de policiais militares envolvidos no processo sobre a morte da soldado Deusiane Pinheiro, encontrada morta em 1º de abril de 2015, em Manaus. A nova data para o julgamento ainda não foi definida.

O adiamento ocorreu após a assistência de acusação solicitar que o recurso fosse analisado em sessão extraordinária. O pedido foi motivado por atrasos na pauta da Câmara Criminal e por conflitos de agenda entre magistrados e integrantes do Ministério Público.

Na data prevista para o julgamento, o relator do processo, desembargador Dídimo Santana Barros Filho, participava de uma sessão das câmaras cíveis. Diante da situação, a advogada Marta Gonzales, que atua como assistente de acusação, pediu a remarcação da análise. A solicitação foi aceita pela presidência do colegiado.

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Recurso questiona absolvição

A apelação contesta a decisão de primeira instância que absolveu os policiais militares. Segundo a assistência de acusação, alterações em laudos técnicos e periciais não teriam sido devidamente consideradas na sentença. O processo reúne mais de 10 mil páginas.

Entre os pontos questionados está a suposta troca de ferrolhos entre a arma de Deusiane e a de um dos acusados. A acusação também cita laudos da reprodução simulada que, segundo sua interpretação, indicariam falhas na preservação do local do crime.

Os autos incluem relatos de testemunhas segundo os quais integrantes da guarnição teriam limpado a embarcação pouco tempo depois da morte da policial. A assistência de acusação sustenta que essa conduta contrariaria normas do Código de Processo Penal Militar.

As alegações integram os argumentos apresentados para tentar reverter a absolvição e ainda dependem da análise do tribunal.

Soldado foi encontrada morta em base fluvial

Deusiane Pinheiro tinha 26 anos quando foi encontrada morta na base fluvial do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, em 1º de abril de 2015.

Na denúncia do Ministério Público, o cabo Elson dos Santos Brito é apontado como responsável pelo disparo que matou a soldado. Já os cabos Jairo Oliveira Gomes, Cosme Moura Souza e Narcísio Guimarães Neto, além do soldado Júlio Henrique da Silva Gama, foram denunciados por falso testemunho.

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A família de Deusiane defende a hipótese de feminicídio. Com o adiamento, o recurso aguarda a definição de uma nova data para julgamento pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Foto: Divulgação


Fonte: Cidades — BNC Amazonas

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