ExxonMobil quer fazer parte do “próximo capítulo” do petróleo no Brasil, diz executivo
A Exxon. Mobil busca participar do próximo ciclo de desenvolvimento da indústria de petróleo e gás no Brasil, focando na Margem Equatorial.
Em parceria com a Petrobras, a empresa adquiriu dez blocos exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, considerada nova fronteira promissora.
Hunter Farris destacou a importância de explorar novas reservas de forma responsável, visando segurança energética e geração de empregos nos países produtores.
RIO DE JANEIRO, 22 Set (Reuters) – A petroleira norte-americana Exxon. Mobil quer fazer parte do próximo ciclo de desenvolvimento da indústria de petróleo e gás do Brasil, o que inclui a Margem Equatorial, disse o vice-presidente sênior de Águas Profundas da companhia, Hunter Farris, nesta terça-feira.
No ano passado, a Exxon arrematou em parceria com a Petrobras dez blocos exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, situada na Margem Equatorial, onde a indústria acredita estar a nova fronteira exploratória mais promissora do Brasil.
"É uma ótima vizinhança", disse Farris, ao ser questionado sobre a Margem Equatorial, que inclui blocos exploratórios com geologia semelhante à da Guiana, onde a produção da companhia tem crescido.
O comentário foi feito durante o congresso de óleo e gás no Rio de Janeiro ROG.e.
"Quando pensamos no Brasil, vemos o sucesso extraordinário que o país conseguiu alcançar, e queremos fazer parte do próximo capítulo que será escrito no Brasil", afirmou ele.
O executivo não detalhou, porém, eventuais planos de investimento ou de exploração da Exxon na Margem Equatorial.
Mas defendeu que empresas com capacidade para explorar novas fronteiras continuem buscando novas reservas, diante da importância que atribui ao petróleo e ao gás para a segurança energética global.
"Há muita gente nos observando. O mundo nos observa porque precisa de nós. Alguns nos amam, alguns nos odeiam", disse Farris.
Na visão do executivo, a indústria tem a oportunidade de explorar e desenvolver novos recursos de forma responsável e eficiente, contribuindo para a segurança energética e, ao mesmo tempo, gerando empregos e riqueza nos países produtores.
Ele disse esperar que, daqui a dez anos, o Atlântico Sul tenha registrado novas descobertas e colocado novos projetos em desenvolvimento.
Farris citou a experiência da companhia na Guiana, onde a Exxon liderou uma série de grandes descobertas a partir de 2015 que transformaram o país em um importante produtor de petróleo, como exemplo da importância de explorar novas fronteiras.
Segundo ele, antes da descoberta de Liza, em maio de 2015, mais de 40 poços haviam sido perfurados no offshore da Guiana sem sucesso. A Exxon, no entanto, apostou em sua experiência acumulada na margem atlântica, especialmente na África Ocidental, além de tecnologia e dados para avançar na região.
Atualmente, disse Farris, quatro projetos estão em operação na Guiana, com produção de cerca de 900 mil barris por dia, enquanto um quinto FPSO está sendo conectado e comissionado.
A expectativa é que a produção supere 1 milhão de barris por dia até o final do ano.
Ao comparar com a experiência da Guiana, Farris afirmou que o Brasil fez um trabalho extraordinário para chegar à posição que ocupa hoje na indústria, mas ressaltou que a velocidade é um elemento importante para transformar descobertas em produção e geração de valor.
"Velocidade importa", afirmou.
(Reportagem de Marta Nogueira e Fabio Teixeira; edição de Roberto Samora)
Fonte: Portal do Holanda

