Empresa fecha após naufrágio em Manaus e não detalha reparações
A Lima de Abreu Navegações anunciou o encerramento definitivo de suas atividades comerciais, mais de oito meses depois do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, no Encontro das Águas, em Manaus.
A empresa atribui a decisão a dificuldades econômicas e operacionais, mas o comunicado não detalha a situação das famílias das vítimas nem eventuais medidas de reparação relacionadas ao acidente.
A tragédia ocorreu em 13 de fevereiro de 2026, durante viagem de Manaus para Nova Olinda do Norte.
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O balanço registrado na cobertura do BNC Amazonas foi de três mortos, cinco desaparecidos e 71 sobreviventes.
Na nota, a companhia afirma que encerra uma trajetória de 37 anos no transporte hidroviário regional, conforme noticiado pela imprensa local em 28 e 29 de outubro.
O texto apresenta a decisão como a mais difícil da história da empresa e afirma que as condições econômicas e operacionais inviabilizaram a continuidade dos serviços.
Não informa, porém, se o naufrágio contribuiu diretamente para o fechamento.
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Obrigações e vítimas
Na versão integral do comunicado, reproduzida pela imprensa, a transportadora promete conduzir o encerramento com responsabilidade e cumprir as obrigações legais e trabalhistas.
A declaração é genérica. Não apresenta valores, prazos ou informações específicas sobre indenizações, assistência a sobreviventes e atendimento aos familiares de mortos e desaparecidos.
Também não descreve o destino das embarcações ou a situação de serviços eventualmente contratados por passageiros.
Assim, o anúncio do fechamento acrescenta um novo capítulo à tragédia, mas não esclarece como a companhia tratará as demandas decorrentes do naufrágio.
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Famílias sem despedida
Em julho, o BNC Amazonas registrou o encerramento das buscas pelos desaparecidos. A cobertura acompanhou a mobilização de resgate, as dificuldades para localizar as vítimas e a angústia das famílias que ficaram sem sepultar seus parentes.
Ainda em fevereiro, o site mostrou a campanha da família da advogada Ana Carla Izel para custear combustível e logística de embarcações particulares.
A iniciativa buscava ampliar as buscas em meio à espera por notícias.
O caso também colocou em discussão a fiscalização do transporte de passageiros, o controle de embarque e a capacidade de resposta a emergências nos rios amazônicos.
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Apuração do acidente
Segundo a imprensa local, o inquérito da Marinha foi encaminhado ao Tribunal Marítimo. Informou também que o piloto Pedro José da Silva Gama se tornou réu em abril, após o recebimento de denúncia por homicídio qualificado.
Foto: reprodução
Fonte: Cidades — BNC Amazonas

