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Do antigo ao novo: camisetas de shows não vendidas são reaproveitadas para turnês musicais

A banda Social Distortion utiliza camisetas reaproveitadas em sua turnê "Born to Kill", em uma iniciativa de sustentabilidade da Bravado, divisão do Universal Music Group.

Mais de 400.000 camisetas não vendidas de turnês anteriores foram transformadas em novos produtos pela fabricante Hallotex, em Tânger, Marrocos.

As novas camisetas e moletons, que custam 10% a 20% mais, visam promover a sustentabilidade e podem se tornar mais acessíveis com o aumento da produção.

LONDRES, 23 Jun (Reuters) – Quando a banda de punk rock norte-americana Social Distortion subir aos palcos por toda a Europa em sua atual turnê “Born to Kill”, os fãs poderão comprar camisetas e moletons com capuz produzidos a partir da reutilização criativa de peças antigas.

A banda é a primeira a utilizar peças básicas que a Bravado — divisão de merchandising do Universal Music Group — reaproveitou a partir de mais de 400.000 camisetas não vendidas de turnês anteriores de outros artistas, as quais estavam armazenadas em um galpão em Nashville.

A Bravado enviou as peças para Tânger, no Marrocos, onde a fabricante têxtil Hallotex desmembrou as camisetas antigas e as transformou em novos fios. O objetivo é produzir cerca de 280 mil camisetas e moletons com capuz de algodão reciclado para os músicos venderem em suas turnês europeias.

"Queríamos dar aos artistas a opção de ter esse produto disponível para uso… usar essas peças básicas diferencia você, mas também faz a diferença", disse à Reuters Matt Young, presidente e CEO da Bravado.

As novas peças são “um pouco mais caras”, afirmou Young, acrescentando que o plano é expandir a iniciativa.

“O custo da camiseta em si pode ser de 10% a 20% mais caro. Mas isso se deve apenas ao fato de ainda não termos atingido a escala necessária”, disse ele, acrescentando que a iniciativa de upcycling foi inspirada pela mãe da cantora Billie Eilish, Maggie Baird.

Tanto a mãe quanto a filha há muito tempo se manifestam abertamente sobre causas ambientais e sustentabilidade.

“Ao fazer isso, motivar mais pessoas a aderirem e conseguir mais parceiros que comecem a participar, o preço acabará ficando igual ao de uma peça nova em algum momento”, declarou Young.

Atualmente, entre shows na Europa, o vocalista do Social Distortion, Mike Ness, disse que foi “uma decisão óbvia” usar as camisetas recicladas como produtos promocionais da turnê, com a cabeça de leopardo da capa do álbum “Born to Kill”, bem como o logotipo da banda — um esqueleto segurando uma taça de martini e um cigarro.

“Tenho muito orgulho disso”, afirmou Ness. “Podemos ficar falando sobre isso o dia inteiro… reclamando. Mas… agora estamos agindo de forma proativa e isso é muito bom.”

(Reportagem de Marie-Louise Gumuchian)


Fonte: Portal do Holanda

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