Deputada volta a cobrar merenda na rede escolar do Amazonas
Após novas denúncias de falta de merenda na escola de tempo integral Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, e o protesto realizado por estudantes para cobrar a regularização da alimentação escolar, a deputada estadual Mayra Dias (PSD) voltou a cobrar providências do Governo do Amazonas.
Na Assembleia Legislativa (ALE-AM), nesta quarta-feira (28 de outubro), a parlamentar reforçou cobranças que já vem fazendo desde fevereiro e pediu soluções urgentes para o problema.
“Quando um aluno precisa protestar para ter garantida a sua alimentação, é porque realmente a situação exige uma resposta urgente”, afirmou Mayra, ao ressaltar que cobra soluções desde fevereiro.
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A deputada informou que apresentou novo requerimento solicitando esclarecimentos, a regularização das refeições em até 48 horas e um cronograma para quitar possíveis valores em atraso.
A parlamentar também questionou os pagamentos referentes ao contrato com a empresa BMS, estimado em R$ 45,48 milhões.
Segundo consulta ao portal da transparência mencionada no requerimento, o último pagamento identificado foi de R$ 433 mil, em agosto, referente aos serviços de abril.
Não foram localizados registros de pagamentos entre maio e outubro.
Mayra lembrou que relatos de falta de merenda também foram registrados em Manaus, Humaitá, Presidente Figueiredo e Manicoré.
“Estamos falando de uma escola de tempo integral, onde os alunos passam a maior parte do dia. Eles precisam de alimentação adequada para aprender. Merenda escolar não é favor, é direito”, disse a deputada.
Hapvida cobra atrasados
Além da alimentação escolar, Mayra alertou, ainda, para o risco de suspensão do plano de saúde dos profissionais da educação.
Notificação enviada pela empresa Hapvida à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), no dia 23 de outubro, aponta quatro mensalidades atrasadas, de junho a setembro, que somam R$ 30,34 milhões.
A empresa afirma que três acordos de pagamento não foram cumpridos e alerta para o risco de interrupção dos atendimentos médicos.
“Meu papel é fiscalizar e defender os direitos da população. Precisamos de respostas e providências urgentes para garantir a alimentação digna dos estudantes e a assistência à saúde dos profissionais da educação”.
Foto: Nathalie Brasil/divulgação
Fonte: Cidades — BNC Amazonas

