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Copasa precifica oferta de ações a R$49,03 por papel

A Copasa precificou sua oferta pública de ações a R$49,03 por papel, totalizando quase R$8,4 bilhões.

O Estado de Minas Gerais, que detinha 50,03% da companhia, reduzirá sua participação para 5,03% após a venda.

A Equatorial recebeu 66,67% das ações ofertadas, consolidando-se como investidor de referência na Copasa.

SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters) – A Copasa comunicou nesta sexta-feira que a oferta pública de ações que privatiza a companhia de saneamento de Minas Gerais foi precificada a R$49,03 por papel, somando quase R$8,4 bilhões.

O preço para a venda das 171.113.881 ações foi aprovado na véspera pelo Estado de Minas Gerais, representado por delegação pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, acionista vendedor na oferta, que teve apenas distribuição secundária.

O valor representa um desconto de cerca de 16% em relação ao fechamento das ações da véspera, de R$58,50, mas ficou acima do preço mínimo estabelecido pelo governo mineiro, de R$47,23.

A companhia disse que foram alocadas à Equatorial, na qualidade de investidor de referência, exclusivamente as ações da alocação prioritária, em um total de 114.075.921 papéis, correspondentes a 66,67% das ações inicialmente ofertadas e a 30% do capital social votante e total da companhia. A Equatorial já é acionista de referência da maior empresa de saneamento da América Latina, a Sabesp.

Após a conclusão da oferta, o Estado de Minas Gerais passa a ter uma participação de 5,03% na companhia, de 50,03% antes, conforme o prospecto definitivo publicado pela companhia.

A critério do acionista vendedor, em comum acordo com os coordenadores, não foi colocado o lote de ações adicionais de 19.035.730 papéis previsto na oferta.

As ações em circulação no mercado passaram para 187.494.322 papéis (49,31% do capital social), de 130.456.362 ações (34,31%) antes.

Fundos da Perfin permaneceram com uma fatia de 15,25%.

A operação teve como coordenadores o BTG Pactual (líder), o Itaú BBA, o Bank of America Merrill Lynch, o Citigroup e o UBS BB.

(Por Paula Arend Laier;Edição Michael Susin)


Fonte: Portal do Holanda

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