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Copa Airlines mantém estratégia de não fazer hedge enquanto choque do combustível testa companhias aéreas

A Copa Airlines não planeja fazer hedge de combustível, mesmo diante do aumento de preços devido à guerra no Irã, segundo o CEO Pedro Heilbron.

A companhia, que não utiliza hedges há mais de uma década, acredita que sua sólida liquidez ajudará a enfrentar a volatilidade do mercado.

Recentemente, a Copa Airlines firmou um acordo para adquirir até 60 jatos 737 MAX, visando expansão e renovação da frota até 2034.

Por Gabriel Araujo e Luciana Magalhaes

RIO DE JANEIRO, 7 Jun (Reuters) – A Copa Airlines não tem planos de fazer hedge de combustível, apesar do recente choque de preços ligado à guerra no Irã, disse o presidente-executivo Pedro Heilbron à Reuters, apostando que um forte balanço patrimonial e ajustes de preços ajudarão a absorver o impacto.

A companhia aérea panamenha não utiliza hedges de combustível há mais de uma década e não pretende mudar essa estratégia, acrescentou ele em uma entrevista no sábado, à margem de um encontro global de executivos de companhias aéreas no Rio de Janeiro.

"Estamos apenas assumindo o custo", disse Heilbron. "Os rendimentos foram ajustados, mas não estamos cobrindo 100%. É um impacto parcial."

As companhias aéreas em todo o mundo têm aumentado as tarifas em resposta aos custos mais altos de combustível, embora esses aumentos sejam limitados pela concorrência e pela sensibilidade à demanda. O setor espera que os preços dos combustíveis diminuam gradualmente, disse o executivo.

Heilbron observou que a forte liquidez e o balanço patrimonial conservador da Copa proporcionam flexibilidade para enfrentar a volatilidade. "Isso nos dá espaço para manobrar e também para sermos resilientes", disse ele.

A demanda na América Latina permaneceu saudável, disse Heilbron, apoiada por moedas mais fortes em mercados importantes como o Brasil.

A Copa, que opera um modelo de hub a partir do Panamá, conectando destinos em todas as Américas, e voa somente com aeronaves Boeing 737, continua a crescer em linha com as entregas da fabricante de aviões norte-americana.

Recentemente, a companhia aérea concordou em comprar até 60 jatos 737 MAX, o que, segundo Heilbron, permitirá tanto a expansão quanto a renovação da frota.

"Há uma grande demanda por novas aeronaves, tanto da Boeing quanto da Airbus. Portanto, se não fizermos o pedido com antecedência suficiente, ficaremos sem entregas. Portanto, esse novo pedido vai de 2030 a 2034", disse ele.

O pedido inclui flexibilidade nas variantes do MAX e opções para o MAX 10 maior, que ainda não foi certificado. A Copa está analisando seu futuro mix de frota e ainda não tomou uma decisão final sobre a variante.

O desempenho da Boeing melhorou, com as entregas chegando no prazo ou ligeiramente antes do previsto, disse o presidente-executivo.

(Reportagem de Gabriel Araujo e Luciana Magalhães no Rio de Janeiro)


Fonte: Portal do Holanda

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