Combinação de cisterna e fomento rural amplia emprego e renda no campo, aponta pesquisa
Avaliação de impacto apresentada em debate no MDS mostra que famílias com cisterna de produção acessam mais empregos formais e deixam o Bolsa Família com mais frequência
Famílias beneficiadas com a cisterna de produção acessam mais empregos formais, obtêm maior renda e deixam o Bolsa Família com mais frequência. É o que mostra a avaliação de impacto apresentada pelo professor Breno Ramos Sampaio, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante a Sexta com Debate promovida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O estudo analisou os programas Cisternas e Fomento Rural.
A pesquisa avaliou o efeito de cada programa separadamente e também o efeito combinado dos dois. Segundo Breno Sampaio, os ganhos crescem quando a família recebe a cisterna, que garante água para produzir, junto com o fomento, que oferece capital e educação para produzir. “Os efeitos são bastante potencializados se você tem uma cisterna, com água para produção, e um fomento, com algum capital e educação para produzir”, explicou.
Entre os resultados, o pesquisador destacou o aumento do emprego formal entre as famílias atendidas. “Mostramos que as cisternas aumentaram o emprego formal das pessoas. Elas estão acessando mais empregos, maiores rendas, e isso resulta em melhoria de bem-estar”, afirmou.
Breno Sampaio também chamou atenção para a redução da presença das famílias no Programa Bolsa Família, que ele considera um fator de bem-estar social. “É um grande resultado para o programa, que está realmente viabilizando uma vida melhor para essas famílias”, disse. O pesquisador trabalha com o Programa Cisternas desde 2014 e estuda a Cisterna Segunda Água, voltada à produção, há um ano e meio.
Investimento em Políticas Públicas
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, afirmou que os estudos do professor demonstram o retorno do investimento público nas duas políticas. “As pesquisas estatísticas e econométricas registram melhorias nas condições de vida, na saúde, na educação e na renda das famílias. Os trabalhos também apontam mais oportunidades de inclusão produtiva, maior produção de alimentos e criação de animais, além de avanços na segurança alimentar e nutricional”, completou.
Lilian Rahal lembrou que o pesquisador já havia apresentado dados sobre a resiliência das famílias à migração, quando as famílias que recebem cisternas, elas migram menos. Agora, segundo ela, o estudo mostra também que o benefício se estende ao Cadastro Único. “A partir do momento que as famílias recebem cisternas, principalmente a de água para produção, elas passam a ter mais oportunidades de acesso a emprego e à renda, e vão saindo do Cadastro Único e deixando o Bolsa Família”, observou.
O evento contou também com a presença da diretora na Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Raquel Rizzi.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal

