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Com 41 anos na ZFM, Yamaha reforça importância do polo industrial

A Yamaha Motor da Amazônia reforçou a importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) para a economia do Amazonas ao completar 41 anos de atuação no estado. Instalada no polo industrial desde 1985, a fabricante destaca a estrutura produtiva local, a qualificação da mão de obra e a rede de fornecedores como fatores essenciais para manter a competitividade industrial e a geração de empregos.

A fábrica da Yamaha possui 125 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em 15 galpões, e emprega cerca de 4,5 mil funcionários diretos. A unidade opera em três turnos e produziu 350 mil motocicletas no último ano.

A empresa também alcançou a marca de 5 milhões de veículos fabricados no Brasil, com a maior parcela produzida em Manaus.

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O gerente de relações institucionais da Yamaha Brasil, Rafael Lourenço (foto), destacou a complexidade da estrutura industrial instalada na região e a importância dos fornecedores locais para a operação da empresa.

“A zona franca é um ecossistema altamente sofisticado. Aqui a gente tem mão de obra qualificada, um ecossistema de fornecedores, uma rede de fornecedores muito grande e muito qualificada”.

Segundo Lourenço, a manutenção dessa estrutura depende da competitividade do modelo econômico. O executivo afirmou que a Yamaha participa de discussões setoriais e atua em entidades como o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) em defesa do modelo.

“A gente entende que é fundamental manter essa competitividade porque a gente tá falando de mais de 130.000 empregos diretos. Hoje não existe uma alternativa viável que absorva todos esses 130.000 empregos”.

Logística é o principal desafio para a indústria

Além da competitividade, Lourenço apontou a logística como o principal desafio enfrentado pelas empresas instaladas no Amazonas. Segundo ele, as mudanças climáticas e as alterações no ciclo das águas tornam as operações mais complexas.

“O maior desafio que a gente tem hoje é o desafio logístico, que não é novidade para ninguém e está se tornando cada vez mais complexo devido às mudanças climáticas”.

O executivo também relacionou a preservação ambiental à continuidade das atividades econômicas na região, diante dos impactos das mudanças no regime das águas sobre as empresas.

Série sobre a Amazônia integra celebração

Como parte das comemorações pelos 41 anos no Amazonas, a Yamaha lançou a série documental “Amazônia”, patrocinada por meio da Lei do Audiovisual.

Com três episódios de 26 minutos, a produção aborda iniciativas de sociobioeconomia, como o manejo do pirarucu em Mamirauá, o cultivo de cacau nativo e a extração da castanha-do-brasil diante dos impactos das secas.

Lourenço afirmou que o projeto surgiu como forma de agradecimento à região e de divulgação das potencialidades amazônicas para o restante do país.

“A ideia surgiu como uma forma de agradecer a Amazônia, agradecer o Amazonas e a região por ter nos acolhido”.

O CEO da Produtora Brasileira, Pedro Saad, responsável pela produção, explicou que a série foi inicialmente planejada para a COP-30, mas com alcance para além do evento. A inclusão da zona franca na narrativa busca mostrar a relação entre atividade industrial, emprego e renda.

“A gente também trouxe a ideia de falar da Zona Franca de Manaus para mostrar que gerar emprego e renda aqui faz com que a população tenha uma escolha, uma escolha sustentável para ter uma vida digna e produtiva”, afirmou.

A produção foi doada para exibição gratuita em emissoras abertas, fechadas e universitárias. Também foi integrada com tradução para sete idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU).

Saad destacou que a expansão da bioeconomia brasileira depende de investimentos em pesquisa, desenvolvimento de mercado e valorização dos produtores locais.

“A bioeconomia no Brasil tem um potencial enorme, mas precisa de mais investimento, pesquisa e uma demanda por esses produtos”.

Fotos: BNC Amazonas


Fonte: Cidades — BNC Amazonas

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