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Chuvas podem afetar colheita de cana, café e milho do Brasil, diz Rural Clima

As chuvas previstas para a segunda quinzena de junho podem atrasar a colheita de café, milho e cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil.

O fenômeno climático El Niño está associado ao excesso de precipitações, que podem afetar a qualidade das colheitas.

Dados indicam que o Rio Grande do Sul pode registrar até 175 mm de chuvas, enquanto o Paraná terá áreas com cerca de 90 mm.

SÃO PAULO, 15 Jun (Reuters) – As chuvas previstas para a segunda quinzena de junho no centro-sul do Brasil poderão prejudicar algumas atividades agrícolas, como o avanço da colheita de café, milho e cana-de-açúcar, assim como eventualmente a qualidade, de acordo com avaliação da Rural Clima nesta segunda-feira.

O excesso de chuva está relacionado à formação do fenômeno climático El Niño, explicou o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.

Dados meteorológicos do terminal da LSEG apontam que as precipitações podem ficar acima da média histórica entre 16 e 30 de junho em áreas de boa parte do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, assim como sul de Mato Grosso.

"Além de atrapalhar bastante o andamento e rendimento da colheita, podem sim afetar a qualidade", disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.

O centro-sul do Brasil está em processo de colheita de cana, café e milho segunda safra.

No caso do café e da cana, a umidade em excesso pode prejudicar a qualidade da matéria-prima, além de atrasar o processo de colheita do Brasil, maior produtor global desses dois produtos. Em Estados como Paraná e Rio Grande do Sul, há o plantio do trigo, entre outras safras de inverno.

Em outro relatório, a Ag. Rural afirmou que o ritmo da colheita de milho segunda safra está sendo limitado pela umidade nas áreas produtoras. Até a quinta-feira passada, a colheita havia atingido 8,4% da área cultivada, segundo a consultoria.

A partir de quinta-feira, uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil provocando mais chuva em grande parte das regiões produtoras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, disse Santos.

"Vemos chuvas em excesso… olha o Mato Grosso chovendo bem em pleno final de junho. Isso tudo está diretamente relacionado ao El Niño, que vem ganhando força rapidamente e dando mais energia ao sistema, provocando essas chuvas, fazendo com que frentes frias ganhem mais amplitude", avaliou o agrometeorologista da Rural Clima.

Segundo dados da LSEG, até o dia 30, o Rio Grande do Sul verá os maiores volumes de chuvas, que poderão variar entre 150 e 175 mm no norte do Estado. O Paraná terá áreas com chuvas de cerca de 90 mm.

Áreas ao sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul também verão volumes acima da média nos próximos 15 dias, mas em menor intensidade, variando de 20 mm a quase 70 mm.

O Sul de Minas Gerais, maior região produtora de café, terá chuvas acima da média para o período, mas em menores volumes, de até 16 mm, segundo os dados. A região de Ribeirão Preto, importante produtora de cana, terá chuvas praticamente dentro da média histórica, segundo a LSEG.

(Por Roberto Samora; Edição de Eduardo Simões)


Fonte: Portal do Holanda

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