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Chefe de direitos humanos da ONU condena medida da Nicarágua para cancelar eleições

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, condenou a decisão da Nicarágua de cancelar eleições, destacando a deterioração dos direitos civis.

O presidente Daniel Ortega anunciou que o país não realizará eleições, consolidando ainda mais seu governo com sua esposa.

Turk pediu a libertação de 46 detidos políticos e alertou sobre a repressão à dissidência e ao espaço cívico no país.

GENEBRA, 22 Jul (Reuters) – O chefe de direitos humanos das Nações Unidas condenou nesta quarta-feira o que descreveu como uma nova deterioração dos direitos civis e políticos na Nicarágua, alertando que medidas propostas para impedir a participação de oponentes políticos nas eleições aprofundariam uma repressão já severa à dissidência.

No domingo, o presidente de longa data da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país centro-americano deixará de realizar eleições, eliminando a possibilidade de uma disputa eleitoral quando seu mandato terminar no próximo ano e consolidando ainda mais o governo que ele compartilha com sua esposa.

“Pessoas de todas as tendências políticas devem ter o direito de votar e concorrer a cargos públicos, em conformidade com as obrigações internacionais do Estado em matéria de direitos humanos”, afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, em comunicado, acrescentando que o poder está se concentrando cada vez mais sob a copresidência.

O governo também havia revogado, no início deste mês, as credenciais de vários advogados, o que, segundo Turk, não teve qualquer base jurídica ou explicação oficial.

O espaço cívico na Nicarágua está agora “quase fechado”, disse Turk, acrescentando que a expressão independente de pensamento ou opinião está sendo sistematicamente reprimida. Ele instou as autoridades a libertarem pelo menos 46 pessoas que permanecem detidas arbitrariamente por motivos políticos.


Fonte: Portal do Holanda

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